6 tendências tecnológicas em TI que precisam da nuvem para acontecer

O mercado não perdoa hesitações na implementação de novas tecnologias, quase sempre baseadas em Cloud Computing

Thiago Sampaio, Administradores.com,

Quando Mark Zuckerberg conceituou a internet como um terreno inexplorado de capacidade infinita, trouxe ao mundo dos negócios um questionamento fundamental: qual setor vai se manter intacto após os sucessivos tsunamis que as tendências em TI (apoiadas nos serviços em nuvem) têm trazido sobre o mercado?

Com apenas alguns meses de funcionamento, os serviços de streaming de filmes varreram do mapa gigantes históricos do setor, como a Blockbuster. E o que dizer da indústria fonográfica, agonizando diante do surgimento dos apps de música digital? Poderíamos citar também a queda crescente na demanda dos serviços cartorários, em plena era da ebulição das assinaturas eletrônicas. Enfim, os exemplos são vastos.

A verdade é que o mercado não perdoa hesitações na implementação de novas tecnologias, quase sempre baseadas em Cloud Computing. E quem não perceber isso tende a desaparecer lentamente.

Abaixo, em destaque, 6 inevitáveis tendências em TI que trazem a nuvem como aliada para que as empresas não percam o timing da transformação digital:

1. Plataformas inteligentes de conversação/execução de tarefas administrativas

Retratados em inúmeros filmes que tentavam presumir como seria o mundo no século XXI, os chatbots e os Assistentes Pessoais Virtuais (VPA) dão um ar profético à sétima arte, com seus robôs que interagem com clientes, proveem soluções a problemas comerciais e ainda realizam tarefas administrativas de considerável complexidade.

Com eles, agendar uma reunião, receber lembretes sobre encontros já marcados e efetuar o atendimento ao consumidor se tornam mais simples, desde que você tenha uma infraestrutura de TIC adequada.

2. Blockchain

Desde muito antes da chegada do 4G, dos smartphones e até mesmo do SMS, os bancos buscam soluções e tendências em TI para automatizar e aprimorar a experiência do cliente no uso dos serviços financeiros.

Ainda no final dos anos 90, clientes dos maiores bancos do país recebiam em seus pagers um resumo de seu extrato bancário, além de contar com o chamado “Office Banking”, uma espécie de patriarca da atual plataforma digital exibida com orgulho pelas gigantes financeiras do mercado. Mas nenhuma das evoluções que emergiram nas últimas décadas se compara ao que o blockchain pode trazer ao sistema financeiro mundial.

Criado em 2008 na esteira da crise dos bancos norte-americanos, o bitcoin foi lançado para desafiar o status quo das instituições financeiras tradicionais. Trata-se de uma moeda digital cercada de ideologias anárquicas, cujo diferencial é a independência de intermediários, de forma que as transações não passariam mais por bancos ou regulações estatais.

No bitcoin, todas as movimentações são autenticadas por computadores dotados de algoritmos e sistemas complexos de criptografia, tecnologia revolucionária e altamente dependente da nuvem que atende pelo nome de blockchain.

Atualmente, a maior parte das instituições financeiras mundiais investe nessa tecnologia disruptiva. O objetivo é diminuir os custos com a pesada infraestrutura que garante a segurança das transações, como computadores, servidores, conexões com o Banco Central, além de alto contingente humano para checagem de operações.

O blockchain elimina tudo isso, em virtude de sua estrutura de banco de dados distribuído em nuvem. Segundo levantamento da Accenture, essa inovação pode gerar aos bancos uma economia de custos entre US$ 8 bilhões e US$ 12 bilhões por ano. Não é pouca coisa.

3. Soluções em Internet das Coisas (IoT)

Exemplos falam mais do que mil conceitos:
• máquinas inteligentes que emitem alertas automáticos sobre eventuais desgastes nas peças/necessidade de troca de componentes;
• carros equipados com sistemas de mobile payment;
• sensores que informam a área de Marketing e Design de Produto sobre onde e como uma mercadoria é utilizada;
• microdispositivos instalados em contêineres que avisam os clientes sobre detalhes na entrega, como localização exata da carga, frequência de manuseio e sua condição no transporte.

Parece roteiro de filme de ficção científica, mas é apenas a descrição de alguns lançamentos que já estão em fase de testes pelo mundo graças ao aprimoramento dos recursos em nuvem.

São as inevitáveis tendências em TI, que certamente redesenharão por completo muitos setores da economia. Isso exige das organizações, desde já, uma atualização quanto aos seus serviços em Cloud Computing e telecomunicações.

4. Realidade aumentada

As novas tecnologias em realidade virtual/aumentada prometem dar a estudantes de Medicina a oportunidade de simular procedimentos cirúrgicos com maior grau de acurácia, além de conferir aos profissionais já formados a chance de diagnosticar patologias com maior eficiência diante da visualização muito mais clara de exames clínicos. Mas as funcionalidades desse tipo de recurso não acabam aqui.

Especialistas preveem o uso desse tipo de tecnologia na melhora do treinamento na área esportiva, na simulação de voo/operações militares, no planejamento de escavações (trabalhos arqueológicos), além de realização de test-drives e aprimoramento da experiência do cliente no varejo. Nem precisa dizer que essa, considerada uma das mais importantes tendências em TI, tem como base o armazenamento de dados em servidores em nuvem.

5. Gêmeos digitais

Em um cenário de consumidores extremamente exigentes e concorrência voraz, não há espaço para erros. Dessa forma, ter controle total da produção é fundamental para conseguir ampliar sua fatia de mercado e reduzir custos, e tudo isso ao mesmo tempo. Parece complicado? Pois uma nova tecnologia que se utiliza de software de alta complexidade é capaz de prever como seria um produto, em todas as suas nuances, antes mesmo que uma única unidade seja fabricada. Bem-vindo à era dos gêmeos digitais, uma das tendências em TI mais relevantes na atualidade.

Gêmeos digitais são simuladores que já começam discretamente a ser usados na indústria. Eles reduzem significativamente os custos com retrabalhos, uma vez que são “protótipos virtuais” abertos à realização exaustiva de testes, fazendo com que um produto somente seja produzido quando esteja ileso de falhas.

Para suportar tal tecnologia, é importante ter uma boa estrutura de nuvem privada.

6. Soluções em análise de grandes dados

Por fim, a mais óbvia, mas não menos importante entre as tecnologias que dependem diretamente do armazenamento em nuvem, e que já é considerada básica para a sobrevivência das empresas nos próximos anos: a análise de dados.

Algumas informações que dizem bastante sobre a relevância da Ciência de Dados no mundo moderno:
• até 2020, serão criados 2 MB de novas informações por segundo e para cada ser humano do planeta;
• em 2016, 48% das corporações brasileiras investiram em Big Data;
• 90% dos dados existentes foram criados nos últimos 2 anos;
• Big Data deve movimentar US$ 72 bilhões até 2020.

Análise de dados é um caminho sem volta no mundo dos negócios. Da indústria automotiva à logística, da educação ao varejo, não há como pensar em ter vantagem competitiva atualmente sem ter o auxílio de ferramentas baseadas em mineração de dados.

Entretanto, para trazer para dentro dos muros da empresa soluções em operação com dados em massa, inteligência artificial e machine learning, é imprescindível desfrutar da escalabilidade, flexibilidade e agilidade de expansão de um Cloud Server.

Thiago Sampaio — Gerente de Operações da Telium, empresa especializada em soluções em TI e telecomunicações corporativa, incluindo os serviços de cloud, link dedicado, soluções de Telefonia Digital, como PABX-IP e VoIP e Data Center.