CFA faz abaixo-assinado contra boleto registrado

A petição é resultado da manifestação realizada pela autarquia no dia 23 de agosto, em Brasília contra o boleto registrado. A nova modalidade anunciada pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), provoca uma mudança significativa no sistema de boletos de pagamento com a promessa de evitar fraudes e facilitar a vida do consumidor. Entretanto, a medida traz um custo muito alto para a sociedade

CFA,

No fim de agosto, o Conselho Federal de Administração (CFA) realizou um ato para alertar a sociedade sobre o boleto registrado. Anunciada pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), a medida provoca uma mudança significativa no sistema de boletos de pagamento com a promessa de evitar fraudes e facilitar a vida do consumidor. Entretanto, a medida traz um custo muito alto para a sociedade.

Empresários de vários setores, Organizações Não Governamentais (ONGs), entidades de classe, consumidores em geral estão insatisfeitos com a medida da Febraban. Por isso, além da manifestação realizada no dia 23, em Brasília, o CFA criou a petição popular contra o boleto registrado.

Não fique de fora dessa mobilização! Assine o abaixo assinado e diga não ao boleto registrado. Clique aqui e acesse a petição.

Impactos do fim do boleto sem registro

O boleto sem registro deixará de existir até o final deste ano. Na prática, isso funciona da seguinte maneira: com a cobrança sem registro, o cedente geralmente paga apenas pelos boletos efetivamente quitados pelos sacados. Já com a nova medida, o banco vai cobrar não só pela emissão do boleto, mas também por outras taxas como alteração ou cancelamento do boleto.

Confira, abaixo, o impacto do boleto registrado em números:

• Pesquisa feita pela E-Commerce Brasil, em parceria com o Sebrae, revelou que cerca de 75% dos consumidores preferem pagar por meio de boleto bancário. Motivo: as baixas taxas que essa forma de pagamento oferece.
• A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) estima que os custos com boletos podem chegar a R$ 5. Dependendo do banco e do volume movimentado, esse custo pode chegar a R$ 20.
• A ABComm acredita que a medida trará prejuízos para o setor, pois metade dos títulos não é pago e, portanto, não geram receita aos vendedores.
• Segundo a Associação Brasileira de Captação de Recursos (ABCR), a receita das 400 mil Organizações não Governamentais (ONGs) do Brasil deve encolher em até R$ 6 bilhões por ano.
• Como a maioria das ONGs vive de doações, o setor acredita que as medidas adotadas pela Febraban vão desestimular as arrecadações espontâneas.
• Segundo o Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (Idis), 52% dos brasileiros doaram dinheiro em 2015, somando R$ 13,7 bilhões. Entre os doadores, 42% usaram o boleto.
• As ONGs gastam de R$ 0,50 a R$ 3 reais (unidade) para enviar o boleto sem identificação. Com o boleto registrado, que passará a ter a identificação do destinatário e passa a ser considerado “carta registrada” pelos Correios, o custo unitário ficará entre R$ 3 e R$ 6.
• No primeiro semestre de 2016, somente com prestação de serviços e cobrança de taxas, os três maiores bancos privados do Brasil (Itaú Unibanco, Bradesco e Santander) aumentaram em R$ 3,6 bilhões suas receitas, um salto de quase 10% em relação ao mesmo período do ano anterior.
• Até R$ 72 bilhões- é quanto os bancos irão faturar em um ano com estimativa de emissão de 3,6 bilhões de boletos registrados com custo de R$ 20 cada.




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