Conheça as 10 principais dúvidas de um e-commerce

Independentemente do tamanho da loja, alguns questionamentos sempre surgem

Carlos Alves, Administradores.com,
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O e-commerce já é uma realidade para a economia brasileira. Em 2018, por exemplo, o setor deve movimentar R$ 69 bilhões, um crescimento de 15% em relação ao ano anterior, com mais de 220 milhões de pedidos realizados, de acordo com estimativa da ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico). Com números tão positivos, torna-se uma alternativa interessante para quem deseja empreender e montar um negócio próprio. Entretanto, independentemente do tamanho da loja, alguns questionamentos sempre surgem. Confira as dez principais dúvidas na hora de administrar um e-commerce:

Devo criar um programa de afiliados para meu e-commerce?

Basicamente consiste em parcerias com outros sites para comercializar seus produtos em troca de bonificação ou porcentagem do pedido. Foi um dos primeiros recursos utilizados no Brasil, mas a evolução do setor e a mudança do perfil do consumidor fez com que essa estratégia perdesse um pouco o seu sentido. Hoje, há outros canais para aumentar as vendas e com um custo até mais baixo.

Posso trabalhar com influenciadores e redes sociais?

É interessante reservar parte de seu orçamento destinado à divulgação da marca para essa estratégia. As mídias sociais, quando bem trabalhadas, aumentam a conversão de forma significativa a longo prazo. Entretanto, é preciso ter planejamento para identificar em quais redes sociais estão seus clientes e quais influenciadores podem impactá-los e engajá-los.

Qual cuidado devo ter com a fotografia dos produtos?

São as imagens que irão mostrar ao usuário a qualidade de um produto. Elas devem ter ótima resolução e diferentes ângulos, permitindo que a pessoa visualize todos os detalhes do item antes de comprá-lo. Por conta disso, o recomendável é buscar o apoio de profissionais especializados ou até mesmo de um estúdio para conseguir fazer as melhores fotos do seu catálogo.

Posso usar base de terceiros para disparar campanhas de marketing?

Infelizmente esse ainda é um dos erros mais comuns dos lojistas virtuais brasileiros. É fácil pegar uma base de contatos externa e enviar suas campanhas de e-mail marketing. Contudo, essa prática não irá aumentar as vendas e ainda impactará negativamente na marca. Não há segredo: a melhor forma de atrair um consumidor é estreitar o relacionamento e, principalmente, respeitar sua privacidade.

Devo investir em um CRM?

Sigla inglesa para Gestão de Relacionamento com o Cliente, essa solução é uma das principais ferramentas de marketing para o e-commerce. Com ela, é possível entender o comportamento de seu cliente, identificar as melhores campanhas e quais linguagens devem ser utilizadas em cada caso. Não basta só mandar um e-mail, é preciso criar ações que façam sentido para as pessoas.

Devo contratar um profissional de TI?

É imprescindível que o e-commerce, por menor que seja, tenha um responsável pela tecnologia para resolver todas as demandas. Afinal, o site precisa funcionar em tempo integral e com uma navegação tranquila para facilitar a experiência de compra do consumidor. Dessa forma, esse profissional deve ter uma relação harmoniosa com outras áreas da empresa e, sobretudo, ser ouvido em questões estratégicas.

Investir em chatbox vai ajudar minha loja?

Esse novo recurso está em alta por permitir um atendimento mais ágil e assertivo ao usuário. No fundo, as pessoas não querem falar com ninguém e desejam apenas que os seus problemas ou dúvidas sejam resolvidos de forma rápida – não importa se do outro lado estará um robô ou um atendente.

Marketplace ainda é uma boa opção?

É um modelo que já chegou ao país, está crescendo e vai se estabelecer no cenário nacional. Ele é um canal importante e ajuda a alavancar o faturamento de uma loja virtual. O único cuidado é justamente não depender exclusivamente deste tipo de negócio. Diversifique sua estratégia para evitar que as despesas envolvidas com um marketplace comprometam sua rentabilidade.

Quais os cuidados devo ter com a precificação?

As estratégias de precificação devem fazer parte do dia a dia de um e-commerce, mas o essencial é ter respeito pelo consumidor. Não adianta aumentar os preços de forma deliberada para, depois, fazer uma promoção como se estivesse dando descontos reais. Os valores praticados devem estar alinhados não só com sua rentabilidade, mas com a qualidade do produto e, principalmente, com o poder aquisitivo do seu público-alvo.

Meu site deve ser mobile ou posso optar pelo modelo responsivo?

Até pouco tempo atrás os sites responsivos conseguiam resolver o problema de visualização dos sites nas telas dos smartphones. Hoje, porém, já não é suficiente. Com uma quantidade cada vez maior de pedidos feitos por dispositivos móveis, a página deve estar adaptada a essa realidade. Assim, programe o e-commerce com a URL “m.” para garantir a melhor navegação aos usuários.

Carlos Alves — Diretor de Marketplace da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) e Head de E-commerce na Riachuelo, sendo um dos precursores dos shoppings virtuais no país e o primeiro lojista a integrar em uma mesma plataforma todos os grandes players nacionais – carlosalves@nbpress.com