Fundador do Wikileaks tenta asilo político na embaixada do Equador em Londres
Em 2011, o presidente do Equador, Rafael Correa anunciou apoio ao Wikileaks e criticou os líderes norte-americanos por tentarem retaliar o vazamento de aproximadamente 250 mil documentos diplomáticos
Julian Assange, fundador e coordenador do polêmico Wikileaks - que publica desde informações corporativas sigilosas até segredos de estado -, está tentando conseguir asilo na embaixada equatoriana em Londres. De acordo com a Associated Press, o australiano já está refugiado no prédio.
O ministro de relações exteriores do Equador afirmou que já considera aprovar o pedido de asilo. Há menos de uma semana, a Suprema Corte britânica negou o último recurso aos advogados de Assange para que ele permanecesse no país.
Em 2011, o presidente do Equador, Rafael Correa anunciou apoio ao Wikileaks e criticou os líderes norte-americanos por tentarem retaliar o vazamento de aproximadamente 250 mil documentos diplomáticos. Assange pode ser extraditado para a Suécia para responder denúncias de suposto abuso sexual cometido contra duas mulheres. Uma interpretação falha na lei sueca equivale o sexo consensual sem preservativos a estupro - acusação que ele nega.
Se ele for condenado na Suécia, sua extradição para os Estados Unidos pode ficar bem mais fácil, e lá o australiano responderia por crimes contra a segurança nacional - algo bem mais grave. O mote da acusação seriam vazamentos de documentos secretos relativos às guerras do Iraque e Afeganistão.
Em maio, Correa foi entrevistado por Assange para o programa The World Tomorrow, transmitido por uma emissora russa. Confira abaixo um trecho da entrevista.
Com informações do Mashable e Olhar Digital
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