Nos 23 anos do massacre da Praça da Paz Celestial, China bloqueia todas as referências à data nas mídias sociais

Não há dados precisos sobre a quantidade de pessoas que morreram no ataque do governo aos manifestantes pró-democracia naquela época, mas estima-se que tenham sido milhares

Redação, www.administradores.com.br,

Há exatos 23 anos, em Pequim, o governo chinês pôs fim, pela força, a uma série de protestos pró-democracia que já duravam quase dois meses e reuniram estudantes, intelectuais e trabalhadores das cidades insatisfeitos com o regime comunista do país. O resultado foi uma verdadeira chacina que ficou conhecida como Massacre da Praça da Paz Celestial, local onde as forças do governo encurralaram os manifestantes com armas e tanques. Para tentar dirimir as homenagens aos mártires daquele 4 de junho nesta segunda-feira, o regime chinês tomou uma série de medidas para bloquear menções à data na internet.

De acordo com agências internacionais, expressões e termos como "4 de julho", "vela" e até mesmo o número "23" foram bloqueados nas mídias sociais do país. O assunto também foi censurado no noticiário e nenhum veículo do país tocou no assunto.

Em Hong Kong, entretanto, um dos territórios mais rebeldes da China atual, dezenas de milhares de pessoas se reuniram no parque Victoria para render homenagens às vítimas do massacre, que podem ter chegado a milhares, embora o governo tenha reconhecido oficialmente a morte de "apenas" poucas centenas. 

Praça Tian'anmen (Praça da Paz Celestial), onde ocorreram os principais protestos (Imagem: Fanghong/Wikimedia)

 

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Tags: 23 anos china pequim Praça da Paz Celestial