Publicação questiona excesso do capitalismo

Segundo o autor, Wagner Siqueira, modelo econômico "amoral"garante lucros crescentes aos acionistas, pouco se importando com quem paga o preço de tal privilégio

CFA - Conselho Federal de Administração,
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Geração de lucro e acúmulo de riquezas são os pilares que sustentam o capitalismo, sistema econômico mais adotado no mundo atualmente. Tal modelo propõe que, quanto maior a produção de bens e serviços, maior será o retorno financeiro. Entretanto, a busca excessiva de lucro tem tornado o capitalismo pouco lucrativo para a maioria das pessoas.

Essa disputa ferrenha por lucros é responsável por várias mazelas como desigualdade social, degradação do meio ambiente, guerras motivadas pelo domínio do petróleo, entre outros problemas. Em meio a esse capitalismo selvagem surgem debates fervorosos contra e a favor deste sistema econômico.

Uma das mais recentes publicações sobre o assunto questiona a ética e a moral do capitalismo e os impactos sociais que esse sistema tem causado em todo o mundo. Em “Limites aos excessos do capitalismo”, o autor Wagner Siqueira questiona o papel dos acionistas e das organizações no capitalismo.

Para Wagner, “a organização coloca toda a sua energia para garantir lucros crescentes aos acionistas, pouco se importando com quem paga o preço de tal privilégio.”. Portanto, para ele, trata-se de um modelo econômico “amoral”.

O texto completo reflete, ainda, sobre a exclusão social gerada pelo capitalismo, a moral e a ética, qual o papel do Estado, entre outros. Acesse a cartilha no site http://www.cfa.org.br/servicos/publicacoes/Limitesexcessoscapitalismo.pdf e confira!

Sobre o autor - Wagner Siqueira é administrador e atual presidente do Conselho Federal de Administração. Filho de Belmiro Siqueira, patrono da profissão no Brasil, como o pai, trabalha incansavelmente pela valorização dos profissionais da área.

Foi presidente do Conselho Regional de administração do Rio de Janeiro, onde promoveu a modernização do atendimento e ampliou os serviços aos registrados, experiência que agora leva aos demais Regionais por meio do CFA.

É membro da Academia Brasileira de Ciências da Administração e do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Administração Municipal. Foi recentemente nomeado imortal da Academia Brasileira de Economia, onde ocupa a cátedra 123 e é vice-presidente da Escolinha de Artes do Brasil.

Com grande experiência como gestor público, Wagner Siqueira foi secretário de Administração da prefeitura do Rio de Janeiro, presidente do Centro de Convenções - Riocentro e também secretário de Desenvolvimento Social da Prefeitura do rio.

Presidiu órgãos estaduais como o Instituto de Previdência do Estado do Rio de Janeiro – atual Rioprevidência – e Fundação Escola de Serviço Público, hoje conhecida como Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação dos Servidores Públicos do Rio de Janeiro.

Foi o responsável pela implantação e primeiro presidente do Instituto Municipal de Planejamento da cidade do Rio de Janeiro.

Foi presidente do Sindicato dos Administradores no Estado do Rio de Janeiro e da Federação Nacional dos Administradores, onde assinava anualmente acordos coletivos com mais de 30 empresas, destacando-se os de Furnas, Cedae, Cerj, BNDES, Telefônica e Petrobrás.

No Governo Federal, foi secretário de Modernização Administrativa do Ministério do Planejamento. Ocupou ainda os cargos de diretor de Administração da Embratur, foi membro do Conselho Nacional de Turismo/Cntur e gerente de Administração e de Planejamento do Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro.

No legislativo, foi deputado estadual da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e vereador nesta casa, por duas vezes. Na área acadêmica, foi professor universitário e membro do Conselho Estadual de Educação.

Atuou como consultor de diversas organizações e é autor de centenas de artigos e livros sobre administração de empresas e sobre política e ação legislativa.