Quem é Joaquim Barbosa?
No STF desde 2003, ministro foi indicado por Lula
O voto do ministro José Antônio Dias Toffoli - indicado por Lula ao Supremo Tribunal Federal - pela absolvição de João Paulo Cunha no processo do mensalão colocou em pauta, novamente, o fato de ele ter trabalhado para o PT e integrado o governo petista na pasta de José Dirceu, o principal réu do caso. Apesar da polêmica gerada antes do início do julgamento, Dias Toffoli não quis se declarar suspeito.
No lado oposto, o ministro Joaquim Barbosa, que tem sido tratado como herói, por ter relatado o processo e votado, na primeira etapa, pela condenação da maioria dos denunciados, também foi uma indicação de Lula. Ele assumiu o posto em 2003, apresentado pelo noticiário como "o ex-faxineiro indicado pelo ex-torneiro mecânico" e "o primeiro negro no STF".
Filho de mãe dona de casa e pai pedreiro, Joaquim Barbosa nasceu numa família de sete irmãos. Estudou em escola pública e trabalha desde os 10 anos de idade. Saiu de casa aos 16 para tentar a sorte em Brasília. Na capital, trabalhou como faxineiro no Tribunal Regional Eleitoral e, mais tarde, em gráficas de jornais. Conseguiu uma vaga no curso de direito da UnB e passou a trabalhar de madrugada para estudar durante o dia. Formado, prestou concurso para oficial da chancelaria do Itamaraty e foi aprovado. Mais tarde, tornou-se procurador e, finalmente, o primeiro ministro negro do STF. É fluente em inglês, francês, alemão e espanhol e toca piano e violino desde a adolescência.
Apesar da indicação de Lula, o ministro não aliviou o PT no julgamento do mensalão. Na primeira etapa, já condenou o deputado e ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha, por corrupção passiva.
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