De acordo com o presidente da Abramat (Associação Brasileira de Materiais), Melvyn Fox, o crescimento constante do setor de Construção Civil não fará que o consumidor pague mais caro, por conta da falta de produtos no mercado.
"Estamos atendendo a demanda. Hoje não existe falta de material, se há em algum lugar é por problema de logística. As indústrias estão com cerca de 80% de sua capacidade de produção. Isso aconteceria se estivesse havendo uma inflação de demanda", diz.
Para Fox, os aumentos nos preços de materiais como telhas ou metais, por exemplo, são casos isolados que ocorrem ou pela alta no mercado externo ou pela falta de investimento nas empresas. "Existem alguns materiais que dependem dos aumentos internacionais, então não há muito o que fazer. No caso de tijolos e telhas vermelhas, por exemplo, a produção é feita de forma quase artesanal por empresas pequenas, que dependem de recursos e investimentos", explica.
Crescimento
Segundo o presidente da associação, o setor tem apresentado crescimento consistente há 25 meses consecutivos na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Para ele, fatores como a facilidade de crédito, aumento de prazos de financiamentos e a redução da carga tributária teriam contribuído para esse bom desempenho.
De acordo com sondagem entre as associadas à Abramat, 87% das empresas estão otimistas sobre o fechamento do mês de agosto. Em relação ao mercado externo, o índice cai para 45%, mas o otimismo ainda é predominante sobre os que acham regular (27%) ou ruim/muito ruim (28%).
Conforme dados da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), a venda de produtos para auto-construção e pequenas reformas fez que o setor de lojas de materiais para construção fechasse o mês de junho com um faturamento 32,4% maior em relação ao mesmo período de 2007. Esta foi a maior alta no faturamento em junho, dentre todos os setores do pequeno varejo do Estado de São Paulo.