Crescimento dos setores de máquinas e de insumos puxa alta da indústria em julho

A atividade industrial cresceu 1% em julho, em relação ao mês anterior, avanço menor do que o registrado na passagem de maio para junho (2,9%). As informações foram divulgadas hoje (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre as categorias de uso, o IBGE destaca o recorde de crescimento dos bens de capital (máquinas e equipamentos), com expansão de 1,2%, seguidos por bens intermediários (insumos), que cresceram 1,1%, em julho. Esses são os melhores resultados da série histórica, desde janeiro de 2001.

A categoria de bens de consumo duráveis registrou queda (-5,2%), ante o avanço de 7,7%, em junho, enquanto as de bens de consumo semi-durável e não-durável ficou estável, depois de dois meses de expansão.

Em relação a julho de 2007, o crescimento da produção industrial medida pela Pesquisa Industrial Mensal foi de 8,5%. No acumulado dos últimos 12 doze meses, o avanço é de 6,8%. Puxaram a expansão da produção em julho, 17 do 27 setores pesquisados pelo IBGE.

Os destaques foram o fumo (12,9%), edição e impressão (5,6%) e outros produtos químicos (4,2%). Por outro lado, as quedas mais relevantes foram verificadas em material eletrônico e equipamentos de comunicações (-7,6%), veículos automotores (-1,2%)e bebidas (-3%).

Na comparação com junho de 2007, a indústria cresceu em 23 dos 27 setores. A categoria de veículos automotores lidera a expansão (17,3%), com a produção de carros e caminhões. Em seguida, os setores de máquinas e equipamentos (12,5) e de metalurgia (10%).

No mesmo período, o IBGE aponta recuo na produção de madeira (-13,7%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (-3,2) e perfumaria, sabões e produtos de limpeza (-4,8%).


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