A inflação calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) voltou a recuar na segunda semana de setembro, registrando taxa de 0,04%, ante 0,20% na pesquisa anterior.
Os preços dos alimentos sofreram nova deflação, de 0,75%, e exerceram a maior influência sobre a queda do IPC-S, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Na semana anterior, a taxa do grupo havia ficado negativa em 0,38%. Os principais destaques foram as quedas registradas pelas taxas de hortaliças e legumes (de -6,42% para -8,03%) e frutas (de 6,63% para 5,06%).
Vieram também do grupo os produtos com as maiores influências negativas sobre o indicador. O preço do tomate recuou em média, nas capitais pesquisadas, 38,05%. Já a batata inglesa ficou 15,28% mais barata, enquanto preço do leite longa vida caiu 6,08%.
Demais grupos
Também contribuíram para a queda do IPC-S as taxas dos grupos habitação (de 0,56% para 0,35%), transportes (de 0,25% para 0,17%), saúde e cuidados pessoais (de 0,38% para 0,35%) e educação, leitura e recreação (de 0,40% para 0,38%) também apresentaram decréscimos em suas taxas de variação.
Destaque para os itens tarifa de telefone fixo residencial, cuja taxa passou de 1,52% para 0,84%, gasolina (de 0,02% para -0,11%), e serviços de cuidados pessoais (de 0,57% para 0,29%).
Em contrapartida, os grupos vestuário (de -0,49% para 0,01%) e despesas diversas (de 1,22% para 1,28%) registraram acréscimos em suas taxas de variação.