Demissão sem trauma: como as empresas devem lidar com o desligamento de executivos

Nos últimos 14 (anos,), a Korum, empresa de Consultoria de Recolocação e Planejamento de Carreira, vem constatando mudanças significativas nas práticas de desligamento de executivos na Região Metropolitana de Campinas (RMC). Cerca de 60 % dos executivos são desligados das empresas em menos de 5 anos. Estes números eram menores há 10 (anos) atrás, houve um crescimento de 50 %.

De acordo com o conselheiro de carreira, psicólogo e diretor geral da Korum, Adilson Mirante, as empresas estão mais preocupadas com o processo de demissão e por isso estão priorizando aspectos para evitar a imagem negativa, ações como: avaliação do impacto humano no clima interno, definição de critérios de demissão mais dignos e que preservem a relação capital trabalho e treinamento das chefias no processo de condução das ações de desligamento.

"É fundamental que as empresas estejam preocupadas com a sua imagem institucional. Por isso é necessário que haja um planejamento de procedimentos que minimizem as conseqüências sócio-políticas-culturais-sindicais", disse Mirante.

Segundo o consultor, as empresas devem oferecer alguns benefícios como o Outplacement - contratação de consultoria para auxiliar na recolocação do profissional, oferecendo opções para que o colaborador escolha a que mais se adapta às suas necessidades; assistência médica por período de 3 meses a 12 meses; curso de coaching para o profissional se preparar para a nova etapa da carreira, quando tem muito tempo de casa, indenização extra com base no salário mensal conforme tempo de casa, venda do benefício carro em preço accessível, quando o executivo possui o benefício, e verba de previdência privada conforme plano individual de cada empresa.

Além de prestar apoio aos afastados, é importante que as chefias responsáveis pelos colaboradores a serem desligados estejam preparadas, pois é cada vez mais um fator decisivo na manutenção da dignidade de tratamento ao colaborador e durante o processo rescisório. "Os chefes também sofrem neste momento e muitos têm dificuldade de lidar com a questão. O melhor a fazer nestas horas é manter a postura ética, ser flexível e pedir auxílio à área de RH e outros", comenta.

Planejamento de procedimentos a serem estabelecidos pela empresa para demissão de executivos:

* Determinação clara da decisão de redução de quadro como inevitável e qual a extensão máxima necessária.

* Estabelecimento de fatores de avaliação que levem em conta aspectos sociais como idade do colaborador, estado civil, situação financeira e apoio logístico de recursos humanos que podem ser alocados.

* Desenvolvimento de um plano de benefícios abrangente do ponto de vista de quem será desempregado e de acordo com a realidade da empresa e do momento de mercado.

* Transparência com a entidade sindical e negociação antecipada sobre compensações adequadas em função de necessidades anteriormente constatadas pela categoria sindical.




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