Desemprego cai para menor nível do ano, mostra IBGE

A taxa de desemprego brasileira recuou pelo terceiro mês seguido em maio, para 7,9%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísica (IBGE). A taxa é a menor desde dezembro de 2007, quando ficou em 7,4%. Para meses de maio, a taxa é a menor desde 2002, ano de início da série histórica do IBGE.

A taxa de desocupação caiu 0,6 ponto percentual em relação a abril (8,5%) e 2,2 pontos em relação a maio do ano passado (10,1%).

De abril para maio, a Pesquisa Mensal de Emprego assinalou redução de 7,5% no contingente de desocupados nas seis regiões pesquisadas. Em relação a maio de 2007, o recuo foi de 20,4%.

Na comparação com abril, só houve queda significativa na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, de 10,1%, segundo o IBGE. Em relação a maio de 2007, houve quedas em Recife (33,8%), Salvador (25,4%), Belo Horizonte (14,4%), Rio de Janeiro (18,2%), São Paulo (19,8%) e Porto Alegre (13,6%).

Já a população ocupada (21,5 milhões) não mostrou variação estatisticamente significativa em relação a abril (alta de 0,4%, cerca 89 mil pessoas). Em relação a maio de 2007 a ocupação cresceu 4,6%, ou mais cerca de 954 mil postos de trabalho.

Em relação a abril, houve altas de 1,2% na Região Metropolitana de São Paulo e de 2,3% em Porto Alegre. Na comparação anual, a população ocupada subiu em Belo Horizonte (5,5%), Rio de Janeiro (3,2%), São Paulo (6,7%) e Porto Alegre (6,4%).

Carteira assinada

O número de trabalhadores com carteira assinada (9,5 milhões) não se alterou em relação a abril, ficando em 44,2% da população ocupada. Frente a maio do ano passado, no entanto, houve crescimento de 9,5%. Nesta base de comparação, houve elevação em Salvador (8,7%), Belo Horizonte (9,9%), Rio de Janeiro (6,4%), São Paulo (12,1%) e Porto Alegre (8,5%).

Também foi registrada estabilidade no número de empregados sem carteira assinada no setor privado, que representam 13,2% da população ocupada.


Rendimento

Em maio de 2008, o rendimento médio real habitual dos ocupados ficou em R$ 1.208,20, uma queda de 1,0% na comparação mensal, mas alta de 1,5% no ano.

No enfoque regional, em relação a abril houve quedas em Recife (5,7%), Rio de Janeiro (1,7%), São Paulo (1,1%) e Porto Alegre (2,6%), e altas em Salvador (3,9%) e Belo Horizonte (1,2%). No ano, houve elevação em Salvador (0,7%), Belo Horizonte (3,9%), Rio de Janeiro (3,5%) e Porto Alegre (2,2%), queda em Recife (-1,1%) e estabilidade em São Paulo.

A massa de rendimento real efetivo da população ocupada foi estimada em R$ 26,1 bilhões para o total das seis Regiões Metropolitanas. Esta estimativa revelou acréscimo em relação a março de 2008, na ordem de (0,5%) e, em relação a abril de 2007, o crescimento foi de 8,0%.


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