Diferença de preço entre produtos passa de 200%, aponta pesquisa

03 de setembro de 2008 às 13:08
Os preços de produtos pesquisados pela Pro Teste podem ter diferenças de mais de 200% no mesmo Estado e, as vezes, na mesma cidade. A associação listou alguns exemplos das discrepâncias e orienta o consumidor a pesquisar antes de comprar.

Em São Paulo, o preço do macarrão tipo espaguete Renata nº 8 (500 g) variou de R$ 1,09 a R$ 3,45, uma diferença de 217%.

No Rio, o exemplo citado pela Pro Teste é o do detergente Limpol (500 ml), que foi encontrado de R$ 0,68 a R$ 2,20, uma variação de 224%.

No Rio Grande do Sul, um pote da goiabada Fugini (600 g) registrou variação de 186% (de R$ 2,23 a R$ 6,38). Em Pernambuco, o sabonete Lux (90 g) variou 181% (de R$ 0,53 a R$ 1,49).

A associação divulgou nesta terça a relação dos supermercados mais baratos, veja o ranking.

Atravesse a rua


De acordo com a Pro Teste, pode variação do preço na mesma rua. Veja a relação dos exemplos.

Os supermercados com o preço total mais baixo receberam índice 100 e os demais foram calculados a partir da variação percentual em relação ao estabelecimento mais barato. Ou seja, uma loja com índice 115 é 15% mais cara que a mais barata, que recebeu o índice 100.

Em Salvador, por exemplo, na avenida Vasco da Gama, a cesta 1 (com produtos de marca) registrou índices 110 e 136. Mas a maior variação foi encontrada na avenida das Américas, no Rio de Janeiro: 29 pontos. No Mundial, a cesta 1 registrou índice 114 contra 143 no Zona Sul.

Neste documento também é possível ver os preços cobrados para quem faz a encomenda pela internet e como são as ofertas de estacionamentos nos supermercados, divididos por Estado.

Comodidade

A Pro Teste também pesquisou a comodidade oferecidas pelas redes de supermercados, envolvendo horário de funcionamento e formas de pagamento.

De acordo com a pesquisa, no Estado de São Paulo, 23% das lojas funcionam 24 horas e 32% abrem de forma integral aos domingos.

Economia de R$ 3.000

na conclusão da pesquisa, segundo a Pro Teste, em relação à cesta 1 (de produtos de marca), a maior diferença entre a mais barata e a mais cara por Estado foi encontrada no Rio de Janeiro: variação de
47%. Isso porque, de todos os estabelecimentos pesquisados, o menor valor e o segundo maior para esta cesta estão no Rio.

Traduzindo em números, quem comprar todo mês a cesta 1 no estabelecimento mais barato economizará, ao final de um ano, R$ 1.188, comparado ao comprador da rede mais cara.

Outros Estados que apresentaram valores mínimos baixos foram São Paulo e Paraná. Novamente, o Distrito Federal registrou o maior valor mínimo do país.

Para a cesta 2 (com os produtos mais baratos da loja, incluindo marcas próprias), há variação de até 176% no Estado do Rio e de 170% em São Paulo, entre a cesta mais barata e a mais cara por Estado.

Isso significa que, se o consumidor paulista comprar durante um ano esses produtos na loja mais barata, a economia será de R$ 2.784. Já o carioca pode economizar R$ 2.988 anuais.

Na outra ponta está o Estado do Paraná que apresentou a menor variação de preços na cesta 2: 28%.

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