A bolsa de Nova York teve a pior queda desde o 11 de Setembro de 2001, após o pedido de concordata do Lehman Brothers, da venda do Merrill Lynch e da tentativa da seguradora AIG de conseguir empréstimo. Aos 158 anos, o Lehman tinha passivo de US$ 613 bilhões, o equivalente à metade do PIB brasileiro. Em termos percentuais, a Bovespa liderou as perdas e caiu 7,59%.
Luis Antonio Fernandes, professor de administração, acredita que, "de uma maneira geral vamos passar um período de turbulência, ou seja, enquanto não for resolvido essa dificuldade no sistema financeiro americano basicamente vai persistir em todos os países esse problema de liquidez. A crise no sistema financeiro americano faz com que quem esteja precisando de dinheiro para cobrir alguma dificuldade financeira momentânea vá buscar recursos em outros mercados".
O professor ressalta ainda que os fundos americanos, por exemplo, que compram várias ações brasileiras em um momento como esse tentam vender o que possuem a qualquer preço. Assim esse é o comportamento que explica a queda das bolsas de valores em diferentes mercados – chineses, asiáticos, argentino, europeu . Além disso, a economia está dando sintomas de diminuição do ritmo de crescimento e faz com que os investidores fiquem com o pé atrás e não invistam no mercado de ações. O investidor torna-se cauteloso e receoso". Concluiu Fernades.