No estudo, conduzido pela Norwich Union, 66% dos entrevistados disseram que se sentem "pouco realizados" ou mesmo "perdidos" em seus empregos.
Quase metade dos profissionais (47%) afirmou que pretende tentar uma segunda carreira mais gratificante quando chegarem por volta dos 45 anos de idade.
Além disso, 52% admitiram que não se importariam em ganhar menos se isso significasse ter um trabalho mais gratificante.
'Emprego zen'
Segundo os autores do levantamento, os resultados mostram uma nova tendência no mundo corporativo britânico, batizada de "Zenployment" (das palavras "zen" e "employment", que significa "emprego"), na qual a satisfação pessoal e a vontade de ajudar o próximo prevalecem sobre o retorno financeiro.
Isso se reflete também na popularidade das "segundas profissões" escolhidas, em geral ligadas a arte, meio ambiente, caridade e saúde alternativa.
"Antes nós sonhávamos em comprar uma casa de campo para depois da aposentadoria, mas esta pesquisa mostra que os trabalhadores britânicos agora querem fazer alguma coisa que os preencha pessoalmente já na chamada meia-idade", disse Simon Quick, chefe da equipe que conduziu o estudo.
O levantamento concluiu ainda que é por volta dos 36 anos que a maioria dos profissionais começa a planejar suas "segundas profissões".
A maioria dos entrevistados (66%) diz que só não mudam de carreira agora por motivos financeiros.
O medo do fracasso atinge 25% dos profissionais.