Dólar cai 0,32% e fecha a R$ 1,57

Brasil contrariou mercado externo, onde o dólar avançou perante o iene e o euro.
No dia, bolsas dos EUA tiveram alta e petróleo recuou mais de US$ 2. 


O dólar fechou em baixa nesta terça-feira (29), depois de passar o dia com poucas oscilações em meio ao otimismo das bolsas internacionais e à valorização da moeda norte-americana no exterior. No fim do pregão, a queda foi de 0,32%, com a moeda terminando a R$ 1,57. Novamente, é o menor preço desde 19 de janeiro de 1999.

A queda do dólar só foi definida nos últimos dez minutos de negócios. Segundo Jorge Knauer, gerente de câmbio do Banco Prosper, no Rio de Janeiro, o equilíbrio da moeda durante o dia foi marcado pela atuação de forças opostas no mercado.

De um lado, predominou o otimismo com a alta das bolsas de valores no Brasil e em Nova York. De outro, o avanço do dólar perante o euro e o iene após o aumento da confiança dos consumidores nos Estados Unidos e a queda de mais de US$ 2 do petróleo.

O dólar só ganhou fôlego para recuar após o leilão de compra de dólares do Banco Central, no final do pregão. Foram aceitas duas das propostas divulgadas, segundo um operador, com taxa de corte de R$ 1,5717.

Perspectivas
Os próximos dias, no entanto, podem ver mais volatilidade com o início da disputa na formação da última Ptax do mês. A briga no mercado futuro envolve a definição da taxa usada como referência na liquidação de derivativos em vencimento.

"Acho que começa a partir de amanhã. E eu não arriscaria nenhum tipo de opinião sobre para onde será empurrada essa taxa de câmbio. É muito difícil prever isso", disse Knauer. "A gente tem, de uma maneira geral, posições vendidas em grandes instituições financeiras. Mas isso não garante que a taxa virá para baixo", completou.

Essas posições, no entanto, têm sido uma das principais responsáveis pela queda do dólar mesmo com a saída de mais de US$ 2 bilhões do país em julho. Os estrangeiros, por exemplo, ostentam cerca de US$ 7 bilhões em posições vendidas na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) - boa parte delas associada a operações de arbitragem com juro. 

(Com informações da Reuters)




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