Valor é o mais baixo desde 19 de janeiro de 1999.
Bom humor do mercado financeiro contribuiu para a baixa da moeda no dia.
O dólar fechou em queda nesta quarta-feira (30), acompanhando o bom humor da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e refletindo movimentos técnicos de final de mês. A moeda norte-americana caiu 0,51%, para R$ 1,562. A divisa já acumula queda de 2,19% no mês e renova o patamar mais baixo desde 19 de janeiro de 1999.
"Lá fora houve uma melhora muito boa e isso facilita a nossa vida. Com a bolsa aqui no Brasil indo para cima de 59 mil pontos, o dólar é para baixo", afirmou João Medeiros, diretor de câmbio da Pioneer Corretora. Nesta quarta-feira, o Federal Reserve - BC dos EUA - anunciou que irá estender as medidas para aumentar a liquidez nos turbulentos mercados financeiros, o que deu impulso às bolsas de valores.
Os principais índices acionários norte-americanos operavam em território positivo, tendência que era seguida pelo Ibovepsa, indicador-referência para o mercado brasileiro de capitais.
Longo prazo
"Com o aumento de juros interno e a manutenção das taxas lá fora, o dólar pode vir abaixo de R$ 1,54", acrescentou o diretor da Pioneer, referindo-se à pressão exercida pelas operações de arbitragem, que lucram com o diferencial entre os juros praticados interna e externamente.
O Merrill Lynch divulgou um relatório mostrando que a luta do Banco Central contra a inflação deve pressionar o câmbio no curto prazo. O banco de investimento prevê que o dólar feche o terceiro trimestre a R$ 1,55, mas que volte ao patamar de R$ 1,60 no final do ano.
"O fato de o Banco (Central) ter iniciado um ciclo de aperto monetário antes das expectativas e ter surpreendido o mercado com uma alta acima do esperado reforça a sua credibilidade, dando suporte à moeda no curto prazo", apontou o relatório.
No meio da sessão, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista e definiu taxa de corte a R$ 1,5615.
(Com informações da Reuters)