Dupla titulação pode ajudar na carreira internacional

Esta semana, 14 alunos de MBA do Instituto de Administração e Gerência (IAG) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) seguem rumo à França. É a primeira turma da faculdade a tentar o duplo diploma na Ecole Supérieure dês Affaires (ESA), da Université Pierre Mendes, em Grenoble. São executivos de grandes empresas dos cursos de administração, marketing, gestão e recursos humanos, finanças e gerenciamento de projetos, que durante três semanas cursarão dez disciplinas na escola francesa. Serão, ao todo, 133 horas de aulas.
No caso do IAG, o acordo com a ESA vai possibilitar aos alunos inscritos obterem um canudo de prestígio - O CAAE Manager International do Máster Stratégie et Génie dês Organisations do Institut d Administration dês Enterprises (IAE) de Grenoble -, válido em toda a União Européia, a partir da realização do módulo internacional e com a complementação de algumas disciplinas no Brasil. Por permitir que alunos de pós-graduação tenham dois diplomas de países diferentes, a dupla titulação tem despertado o interesse de muitos diretores e gerentes.

A maioria está de olho em fazer carreira fora do país ou ter experiência internacional, aproveitando a chance de não ter que passar muito tempo longe de seus empregos. É um enorme diferencial para o profissional, principalmente diante da globalização, afirma Hélène Bertrand, diretora do IAG. Isso porque os cursos no exterior incluem visitas às organizações locais, o que ajuda a ampliar as experiências pessoais.

Foi pensando em abrir portas e aprender com outras culturas novos modelos de negócios que Guilherme Montoro, diretor executivo da unidade de operações e serviços de marketing da IT Mídia, decidiu cursar um MBA na Universidade de São Paulo (USP) em 2001, com módulo de estudos na França. A inciativa lhe garantiu um diploma de MBA em informática, tecnologia e internet pela Fundação Instituto de Administração (FIA) - USP e pós em gestão de sistemas de tecnologia da informação na ESA Grenoble, na França. Com a abertura do mercado de trabalho europeu, terei menos dificuldade se quiser algum dia disputar uma vaga internacional, diz. Em paralelo, o executivo também conseguiu outros ganhos importantes. Foi promovido de gerente a diretor logo após o curso e assim viu seu salário triplicar.

Além da PUC-RJ, outras instituições de ensino superior oferecem a opção do duplo diploma, a exemplo da Escola de Administração da Fundação Getulio Vargas (FGV-Eaesp) e da FIA-USP. Os módulos no exterior duram entre quatro ou cinco semanas, em ritmo intensivo. No entanto, os programas da FGV exigem do aluno uma permanência de um ano fora do país. Hoje, a escola possui acordo com duas instituições de ensino: a École Superieure des Hautes Etudes Commerciales (HEC), na França, e a Universidade do Texas, nos Estados Unidos.




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