É preciso inovar para continuar no mercado do século XXI
04 de outubro de 2008 às 16:11
Brasília - No mundo atual, quando se fala em inovação, quase sempre se pensa em adesão às novas e fantásticas tecnologias. Porém, inovação não significa apenas inovação tecnológica. O ato de inovar está relacionado a novas atitudes, olhares e percepções, que podem gerar novos comportamentos, necessidades e oportunidades.
Na era da economia globalizada, tudo está tendendo a ficar muito padronizado e repetitivo. Nesse contexto, inovação passa a representar mais do que novas atitudes ou acesso à tecnologias, mas um caminho a ser buscado pelos que desejam continuar participando do complexo mercado do século XXI.
Para empresas de todos os portes, pode significar inovar processos, produtos, serviços, relacionamentos, entre outros aspectos. Se tornar inovadora é quase uma condição para as empresas continuarem no jogo do mercado para produzir negócios, empregos e riqueza.
Inovação foi o tema abordado nessa semana na reunião plenária da 2ª Semana de Capacitação Sebrae 2008, que reuniu cerca de mil funcionários e colaboradores da Instituição no auditório da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (CNTC), em Brasília. O tema também está sendo tratado nas reuniões, seminários e encontros que integram o evento.
Oitocentos gerentes, gestores e coordenadores das unidades do Sebrae de todo o País estão participando da 2ª Semana de Capacitação Sebrae 2008.
O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Machado Rezende, foi um dos palestrantes na plenária do evento nesta manhã. Ele falou sobre inovação e o Sibratec - Sistema Brasileiro de Tecnologia. Esse sistema vai reunir várias redes de extensão tecnológica e serviços tecnológicos do País. Criado por decreto pelo presidente Lula, o sistema está sendo formatado.
"Vamos começar articulando entidades existentes, como centros e núcleos de pesquisa, institutos, entre outros, para fazer a tecnologia chegar às empresas", afirmou o ministro. Dois editais da Finep foram lançados para convocar essas instituições a integrar o Sibratec, segundo ele. "A missão mais desafiadora será levar tecnologia às mpe", acrescentou Rezende. O Sebrae deverá participar das redes a serem montadas nas unidades da federação.
O novo sistema de Ciência e Tecnologia do País objetiva formar mestres e doutores. "Nos países desenvolvidos, 50 a 70% dos doutores trabalham nas empresas. No Brasil, ocorre o contrário. Eles estão na academia", disse o ministro.
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