Quatro dicas para evitar aborrecimentos nas compras de fim de ano

Veja maneiras de como aproveitar as compras sem problemas

Redação Administradores,

Muitos consumidores optam por comprar os presentes de Natal pela internet por comodidade, economia de tempo, e facilidade para comparar preços. Mas todas essas facilidades podem virar um grande problema quando a satisfação pela compra não é contretizada.

O site Reclame Aqui!, especializado em promover e organizar as lamentações dos usuários, registrou, só durante o Natal do ano passado, milhares de insatisfações, sendo que os principais problemas ocorriam em grandes portais de e-commerce, como Walmart (3.113 reclamações), Extra.com.br (2.610), Ponto Frio.com (2.044), Americanas.com (1.785) e Submarino (1.576). As queixas variam, mas a grande maioria dos contratempos é baseada em deficiências de infraestrutura dos sites, deixando os executivos de comércio eletrônico de cabelos em pé para o mesmo período de 2014.

“No Brasil, a maior parte dos clientes realiza suas compras em cima da hora, o que vai gerar um tráfego intenso em um curto período. Os problemas comuns, nesse momento, são: sites fora do ar devido a uma grande quantidade de acessos; empresas vendendo mais produtos do que a loja física possui em estoque; erros encontrados na finalização da venda, mesmo com a cobrança no cartão tendo sido realizada e, até mesmo, recebimento de e-mails de confirmação de compra sem a sua realização efetiva”, enumera Marcelo Salhab, engenheiro de computação e diretor-executivo da Vialink, empresa especializada em infraestrutura, sistemas e governança em tecnologia da informação.

“Isso acontece porque a maioria dos sites não é capaz de suportar tráfegos variáveis. Geralmente, devido à grande quantidade de promoções, o número de acessos dispara, gerando lentidão dos servidores do site. O ideal é melhor a organização das páginas na internet, oferecendo suporte à utilização de diversos servidores, balanceando o acesso dos usuários e garantindo uma ótima experiência a todos”, afirma Marcelo.

Os problemas operacionais dos sistemas causam dificuldades práticas para os usuários. Muitos consumidores não conseguem concluir suas compras no meio do processo e, ainda assim, recebem confirmações de cobrança indevidas, gerando desconfiança nas lojas on-line. Por isso, é importante ficar antenado com o que é possível fazer para adquirir os presentes de Natal sem medo e ter todos os seus direitos assegurados.

Confira abaixo algumas dicas de Leonardo Muniz, advogado especializado em direito do consumidor, e do especialista em tecnologia da informação da Vialink, Marcelo Salhab, para aproveitar as compras sem problemas.

- Horário de pico: Não deixe para fazer as compras em cima das festas. Assim como as lojas físicas, os sites também recebem muitas visitas nesse período e os consumidores podem enfrentar lentidão e ter problemas na utilização do e-commerce, sofrendo com a cobrança indevida de valores, desencontro de informações, etc. Caso o atraso seja inevitável, busque entrar em horários de menor acesso. Segundo uma pesquisa da operadora de cartões Cielo, os horários de maior número de visitas em sites que vendem pela internet são registrados das 12h às 14h e entre as 18 e as 19 horas.

- Sites estrangeiros: Muitos clientes ficam animados com os sites que vendem a preços muito baixos. Apesar de parecer uma boa oportunidade de economia, é preciso tomar cuidado com a segurança dos pagamentos e verificar se os endereços são realmente de confiança. É muito comum que essas lojas estrangeiras não deem garantia das mercadorias vendidas e nem emitam notas fiscais. Por serem baseados fora do Brasil, seus proprietários não estão sujeitos às leis nacionais de proteção ao consumidor. Por isso, uma forma de se proteger, é consultar o Procon de São Paulo, que mantém uma lista de sites de comércio eletrônico não recomendados devido a problemas de confiabilidade. A relação, na íntegra, fica neste link: http://sistemas.procon.sp.gov.br/evitesite/list/evitesites.php.

- Prazo de troca: Segundo Leonardo Muniz, caso o cliente efetue a compra pela internet e o presenteado não goste do que recebeu, ele tem sete dias para decidir se vai devolver ou ficar com a mercadoria, independentemente de haver algum defeito. Se a entrega do produto passar do prazo previsto, o cliente pode cancelar a compra e ter o dinheiro de volta.

- Promoções: Nesse período, as conhecidas liquidações costumam atrair milhares de interessados, mas muitas vezes os materiais vêm com defeitos, surgindo então a dúvida sobre se é possível trocar os objetos. Leonardo Muniz afirma que os direitos são os mesmos do período fora das promoções, inclusive a troca por defeito. A empresa só fica isenta de sanar o estrago quando o problema é informado no ato da venda e registrado por escrito, de preferência, na nota fiscal. Caso o produto apresente outros problemas não informados, a empresa precisará providenciar o conserto ou a troca. A troca é sempre efetuada pelo valor pago pelo consumidor na nota fiscal, independente de alterações posteriores de preço.