Economia solidária ainda é alvo de preconceitos na Europa

Embora movimente 10% da economia e responda pelo mesmo percentual de geração de empregos na Europa, a economia solidária, formada por associações e cooperativas mútuas, ainda é vista como uma brincadeira, atividade para biscateiros, para quem não sabe entrar na chamada economia normal. A informação é de Alain Ivergniaux, deputado estadual e vice-prefeito de Betton (município da região metropolitana de Rennes, capital da Bretanha francesa), que está em Cuiabá (MT), participando do Painel de Políticas Públicas, evento paralelo ao XII Encontro Internacional de Empreendedores.

“Na verdade, não é nada disso”, explica Ivergniaux. Segundo ele, na chamada economia solidária existem também grandes bancos e cooperativas de grande porte que convivem harmoniosamente com as cooperativas de pequeno porte e produtores individuais. Ou seja, é um setor bastante diversificado.

“No entanto, para mostrar o seu valor, precisamos realizar um trabalho educacional para explicar aos gestores públicos e às outras empresas que este é um setor que pode se desenvolver por si próprio e ser um exemplo para que a chamada economia global seja mais humana”, explicou Alain Ivergniaux, que atua também como profissional no acompanhamento na criação de empresas.

A exemplo do que ocorre na economia tradicional, a economia solidária é também geradora de empregos. “Mas empregos de boa qualidade, com condições saudáveis de trabalho, diálogo social e democracia dentro da empresa. Na verdade, este é um setor que a economia solidária vem explorando pouco a pouco para depois ser incorporado pela economia global”, completa.

Por ser de alta utilidade social, a economia solidária não pode ser deixada de lado pelo poder público. “Há determinados setores que trabalham com idosos e crianças, por exemplo, e não têm rentabilidade trabalhando apenas com o mercado. Por isso, é preciso uma remuneração mista – uma parte feita pelo mercado e outra pelo poder público, em virtude da sua utilidade coletiva e social”.

A economia solidária e social nasceu no século XIX na França e Inglaterra, perdeu força no século XX e há apenas 20 anos está retomando o seu caminho. “Para que volte a ser reconhecida e conhecida, não é preciso muito esforço. É preciso apenas de políticas públicas para incentivar o seu desenvolvimento”, concluiu Ivergniaux.




Compartilhe



Mais notícias

Leia mais notícias

Comentários


A economia mundial irá se recuperar em 2009?

Completamente.
Moderadamente.
A economia não irá se recuperar em 2009.





apoio AngradHightechADM Shop
Apresentação | Anuncie | Política de Privacidade | Contato
© 2003-2007. Administradores - O Portal da Administração.