Cuiabá - Como está a economia solidária no Brasil? De acordo com levantamento feito em 52 municípios e divulgado na 7ª Expo Brasil, em Cuiabá, o País possui 22 mil empresas nesse setor. O estudo comprova o crescimento da atividade no Centro-Oeste e aponta problemas e desafios para os próximos anos.
O mapeamento foi abordado na palestra do diretor do departamento de assuntos organizacionais da Secretaria Nacional de Economia Solidária, Roberto Marinho. Segundo ele, a secretaria foi criada em 2003 para conhecer melhor a economia solidária no país. “É uma iniciativa pioneira para identificação e caracterização de empresas economicamente solidárias e entidades de apoio. O estudo é único no mundo”, afirmou.
De acordo com a pesquisa, os trabalhadores do Centro-Oeste recorrem à economia para complementar a renda mensal, os chamados pequenos produtores. No restante do País, o motivo é o desemprego. “Entre as principais atividades, destacam-se a agropecuária, o extrativismo e a pesca, com 41% no Brasil e 34% no Centro-Oeste. Depois, vem a produção e serviços de alimentos e bebidas”, complementa o diretor.
A economia solidária valoriza os produtos e serviços locais e facilita o consumo em razão do baixo preço. Segundo a pesquisa, o faturamento anual arrecadado no Centro-Oeste chega a R$ 45 milhões por ano. No entanto, a atividade ainda enfrenta problemas. “É uma economia que sofre grandes dificuldades. Mas, mesmo com toda a crise mundial, ainda continua crescendo. Os maiores problemas são a comercialização, o acesso ao crédito, a assistência técnica e a falta de capital de giro”.
Roberto Marinho ressaltou que o mapeamento serviu para constatar que é preciso a construção de políticas públicas territoriais de economia solidária, além de reconhecer que trata-se de um direito assegurado para os trabalhadores. A VII Expo Brasil Desenvolvimento Local está sendo realizada de 12 a 14 de novembro, em Cuiabá (MT).