Economista cria modelo de "check-up" da inovação

Quem disse que universidade e empresas não dialogam no Brasil? O economista Marcos Gurgel desenvolveu uma dissertação de mestrado – recém-aprovada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – que interfere diretamente no modelo de negócios de qualquer indústria. Gurgel desenvolveu um método para avaliar a capacidade inventiva de uma empresa – isto é, a fase em que ela se encontra em matéria de inovação. O método também ajuda a identificar os gargalos que precisam ser superados para que uma companhia consiga inovar mais, e é aplicável a negócios de todos os portes e segmentos.

Concretamente, o trabalho de Gurgel consiste em uma espécie de "grade" com as quatro dimensões da criatividade – produto, pessoa, processo e ambiente. Essas dimensões são cruzadas com os quatro principais elos da cadeia de valor da inovação – a idealização, a seleção de projetos, o desenvolvimento e a comercialização da idéia. Para cada cruzamento, a indústria que utiliza o modelo responde "sim" ou "não" até chegar a uma lista de respostas que dê a dimensão dos problemas a serem atacados. O conjunto de respostas corresponde a um diagnóstico, que revela em quais dimensões a empresa facilita e em quais dificulta o florescimento de uma boa idéia. Para cada tipo de diagnóstico, o economista elencou uma série de ações recomendadas para ajudar a empresa a desobstruir os caminhos da inovação.

Por exemplo: uma companhia com ambiente criativo, mas com deficiência em pessoas e processos. Nesse caso, é preciso selecionar colaboradores criativos, desburocratizar processos, estimular a socialização de idéias e o chamado bootlegging – esforço informal para criar novos produtos e processos. Do contrário, o negócio estará ameaçado. "A tendência, nesse caso, é de a empresa fechar por perda de competitividade ou manter-se sem inovação", afirma Gurgel em sua dissertação.

Gurgel, que atua como especialista em estudos estratégicos da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), também demonstra que a inovação não é privilégio de grandes empresas. O nível de receita e a capacidade de investimento não são limitadores da inovação – o importante é saber gerir a criatividade existente. "O objetivo da tese é mostrar que se pode inovar a partir de boas idéias", explica.




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A economia mundial irá se recuperar em 2009?

Completamente.
Moderadamente.
A economia não irá se recuperar em 2009.





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