O analista Alberto Guerreiro Ramos, em seu estudo denominado “Administração e contexto brasileiro”, dá especial ênfase ao fato de que “nenhum outro profissional precisa tanto da imaginação como um administrador”. Temos abordado com freqüência o tema do condão positivo de “imaginação criativa”, para alcançar reais avanços em gerenciamento de fatores econômicos e sociais. Ademais, o bom administrador carece ter a capacitação para assumir e vislumbrar a projeção do porvir, repensando o passado.
Para propagar um cenário confiável, ao enfrentar mudanças modernizadoras requeridas pelo empreendimento, o líder necessita, obviamente, ter o total domínio da problemática envolvida. Mercê da concreta aptidão para monitorar medidas que tenham como escopo suscitar os almejados ganhos, o administrador tem a chance de lançar diversificados instrumentos. Como todos temos ciência, normalmente costuma prevalecer uma inércia, não facilmente impulsionada para promoção de alterações e mudanças. Conseqüentemente é imperativo que o assunto seja tema de diálogos consistentes, que visem o convencimento dos parceiros da empreitada. Cumpre tudo mobilizar para que o projeto não seja “engavetado”, ficando para as “calendas gregas”. Deve-lhe ser atribuída a obrigação de urgência, ao mesmo tempo em que o superior se disponha a acolher sugestões de subordinados, que possam ser tomadas em consideração.
A despeito de ditas peculiaridades, deve o líder ser sempre decidido, cônscio de sua capacidade, nunca demonstrando vacilação. É recomendável que, no decurso do andamento do plano, não hesite de reconhecer eventuais enganos seus. Mau grado cumpre, com competência, enfrentar quaisquer desafios com que se defronte. Convém, sempre que houver o entendimento mútuo, que seja dado liberdade aos demais, de realizarem a sua parte.
O dirigente engenhoso e confiante, num gratificante consciente apoio na parceria concreta, capitalizará a conjugação da ação eficaz dos colaboradores. Como sabemos, em geral prepondera entre a maioria da humanidade uma habitual generalizada incredulidade na aplicação de providências inovadoras. Entretanto, não fossem comprovados os resultados que foram concretizados, originados da imaginação de cérebros privilegiados, se justificaria a oposição a novas normas de atuação modernizadora e mais sofisticada. É de conveniência que um consciente empreendedor, não como “poderoso chefão”, mas como líder, convença a seus servidores que seu empenho visa, igualmente, não só aumentar seus ganhos financeiros, mas aplicar parte deles em suscitar mudanças sociais, beneficiando os menos favorecidos. O alvo positivo deverá ser de, com medidas apropriadas, acompanhar “pari-passo” o que vem ocorrendo no mundo, cada vez mais avançado e sofisticado.
É notório que a prosperidade e os progressos conquistados pelo efeito da tecnologia, não vêm sendo distribuídos entre todos os seres humanos. Por tal motivo, existem milhões de companheiros de jornada neste orbe terrestre, de “excluídos”, “vegetando” com menos de um dólar de renda diária. Um consciente administrador deve atuar, no que estiver ao seu alcance, para capilarizar os resultados de seu empreendimento, cumprindo com seus deveres humanitários.