Em julho, alimentos sobem em 14 das 16 capitais pesquisadas pelo Dieese
02 de agosto de 2008 ās 15:00
Os preços dos alimentos que compõem a cesta básica continuaram sua trajetória ascendente em 14 das 16 capitais brasileiras pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em julho, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (1º).
As maiores elevações, superiores a 5%, foram registradas em Porto Alegre, Salvador e Curitiba (que liderou, com os preços dos produtos ficando 7,35% mais caros no mês). As únicas quedas foram percebidas em Goiânia (-3,55%) e Recife (-1,74%).
No acumulado de janeiro a julho, todas as capitais registraram altas nos preços dos alimentos, com mais branda percebida em Goiânia (7,86%). Todas as demais cidades tiveram altas superiores a 10%, com Curitiba (30,48%), Recife (26,99%), Natal (26,04%), João Pessoa (25,67%) e Florianópolis (25%) registrando as maiores valorizações.
De acordo com o Dieese, pelo terceiro mês consecutivo as cidades de Porto Alegre (R$ 259,29) e São Paulo (R$ 252,13) tiveram as cestas básicas mais caras do Brasil, enquanto as mais baratas são as das cidades de João Pessoa (R$ 194,90) e Salvador (R$ 195,65).
Mínimo ideal
Considerada a alta nos preços dos alimentos, o Dieese aponta que o salário mínimo ideal, conforme os preceitos constitucionais - sustento de uma família de quatro pessoas, incluindo roupas, educação, saúde e lazer -, deveria ser de R$ 2.178,30, ou 5,25 vezes o valor do atual piso (R$ 415).
No mês de julho, a carne bovina foi a "vilã" da cesta básica, subindo em 14 capitais, seguido pelo feijão (alta em 11 capitais), pão francês (11) e leite (10). Entre os produtos que tiveram quedas nos preços está o açúcar, que recuou em todas as cidades pesquisadas.
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