"Os executivos de indústrias mundiais líderes e estáveis não conseguem pronunciar o nome de muitas das novas potências globais. Assim mesmo, todo executivo deve desenvolver estratégias claras para lidar com esse grupo de enormes e ambiciosas empresas", alertou David Michael, um dos autores do estudo da consultoria The Boston Consulting Group, que decidiu quais são as 100 empresas mais competitivas dos países que registram uma crescimento econômico agressivo. Na lista BCG 100, estão 13 brasileiras.
São elas: Braskem, Vale, Coteminas, Embraer, Gerdau Steel, Natura, Perdigão, Petrobras, Sadia, Grupo Votorantim, Weg, e as novatas no ranking JBS-Friboi e Marcopolo.
Segundo a consultoria, com mais de US$ 1,2 trilhão no total de rendimentos e mais de meio trilhão de dólares em compras anuais, os BCG New Global Challengers (Novos desafiantes globais BCG), já são "formidáveis". Porém, suas ambições são 'amedrontadoras', de acordo com a pesquisa, pois seus rendimentos somados deverão alcançar US$ 3,3 trilhão em 2010 e US$ 11,8 trilhão em 2015. E a perspectiva é de que mais empresas se juntem à lista.
Países
A China é o país com maior número de empresas competitivas. No total, 41 chinesas integram o ranking. Grupo Lenovo, Aluminum Corporation of China, BYD Company e Sinopec (China Ptroleum & Chemical Corporation) são algumas das empresas que já constavam na lista. Já entre as novatas estão: Changhong Electric, Chery Automobile, COFCO, CSIC (China Shipbuilding Industry Corporation), Nine Dragons Paper Holdings, Shanghai Zhenhua Port, Sinomach e VTech Holdings.
A segunda nação com número mais expressivo de empresas competitivas é a Índia, com 20 companhias, sendo que apenas uma é nova no ranking, a Suzlon Energy. O Brasil aparece em terceiro, na frente de Argentina (1 empresa), Chile (1), Egito (1), Hungria (1), Indonésia (1), Malásia (2), México (7), Polônia (1), Rússia (6), Tailândia (2) e Turquia (3).
Concorrência
De acordo com Michael, "nunca antes tantos potenciais competidores emergiram tão rapidamente em escala global. Ademais, os novos 'desafiantes' possuem visões completamente diferentes de competição, tirando vantagem de suas bases nos mercados emergentes. Muitas indústrias que hoje são líderes estão, francamente, despreparadas para encarar esse novo tipo de concorrente".
Segundo ele, as empresas tradicionalmente líderes estão também despreparadas para lucrar com as oportunidades de vender para esses 'desafiantes'. "Para os que se movem com rapidez e flexibilidade, as empresas que figuram no ranking podem se tornar clientes estratégicos, fornecedores, e até parceiros. Para aqueles que demoram, os desafiantes irão representar uma competição cruel", explicou.