Dando início à semana decisiva sobre política monetária na Europa e nos EUA, investidores avaliam noticiário relativo a bancos e aguardam por indicadores sobre economia norte-americana.
Embora a recente queda nas cotações de petróleo e outras commodities tenha reduzido o nervosismo em relação à inflação global, a semana será marcada por grande expectativa em relação às decisões do Federal Reserve e do Banco Central Europeu sobre as respectivas taxas básicas de juro.
Internamente, o relatório Focus revelou redução das expectativas de analistas em relação à inflação, embora tenha registrado nova elevação das projeções para a taxa Selic.
De acordo com analistas do Scotia Bank, o Brasil continua sendo sua opção favorita na América Latina para altos retornos, ainda que o mercado de ações esteja atuando de maneira defensiva.
Noticiário corporativo
O banco HSBC divulgou redução de 29% em seu lucro líquido durante o primeiro semestre deste ano, frente ao mesmo período de 2007. Com o anúncio, seus papéis registram queda de 2% no pregão em Londres.
Ademais, o resultado trimestral do banco Bradesco, que registrou crescimento de 2,4% do lucro líquido - para R$ 4,105 bilhões -, poderá mexer com o mercado doméstico nesta sessão.
Já o Citi anunciou o fechamento de fundo de arbitragem com recursos superiores a US$ 400 milhões, administrado pela Tribeca Convertible, unidade especializada na gestão de ativos considerados alternativos e que caminha para o seu encerramento.
Perspectivas
Os mercados futuros norte-americanos operam em queda, assim como ps principais índices acionários europeus, que registram leve desvalorização no início de semana decisiva para a política monetária em ambas as regiões, à espera de indicadores sobre o consumo e renda nos Estados Unidos, bem como de dados sobre os setores industrial e de serviços.
Na última sexta-feira (1), o Ibovespa registrou forte queda de 3,15%, para 57.630 pontos. De acordo com analistas do Scotia Bank, os mercados em agosto continuarão a ser caracterizados por grande volatilidade nos preços de commodities e pelo crescente nervosismo nos mercados financeiros dos EUA, além de respostas de política monetária à escalada global da inflação.