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'Google' das viagens vê no Brasil mercado mais promissor para expansão

Startup colombiana foca na oferta de anúncios de rotas aéreas para público qualificado; meta é terminar o ano com uma média de 1 milhão de acessos mensais

Eber Freitas, Administradores.com,
Divulgação

Se há um gasto que moradores de um país continental como o Brasil não abrem mão são as viagens. Em 2015, a consultoria eMarketer estimou o crescimento das vendas online para viagens em 14% -- o que representa US$ 12 bilhões em faturamento em reservas online. A previsão para 2017 é que o volume chegue a US$ 14,9 bilhões e, em 2019, US$ 17,6 bilhões.

Os números não mostram sinais de fadiga mesmo com a crise e o desemprego em alta. No entanto, influenciam a procura por menores preços. De olho nesse filtro, a startup colombiana Viajala expandiu as operações para o território brasileiro e espera morder uma boa fatia do mercado de vendas online de passagens e reservas.

Em setembro do ano passado, Eduardo Martins, executivo com experiência em vendas de softwares, assumiu o cargo de country manager. Desde que a Viajala passou a operar no Brasil, conseguiu estabelecer uma média de 500 mil visitas mensais. "Aumentamos em 16 vezes o número de visitas no site; até o final do ano, devemos chegar a um milhão de visitas", afirma Eduardo.

Além do Brasil, a empresa opera no Chile, Argentina, Chile, Peru, México e recentemente desembarcou no primeiro mercado europeu, a Espanha. Mas boa parte das fichas estão apostadas no Brasil, que detém metade do mercado de viagens da América Latina. "Em algum momento o Brasil irá se tornar o primeiro mercado da Viajala", diz Eduardo. Atualmente, a Colômbia ocupa o posto.

O modelo de negócios da Viajala não se baseia em uma plataforma de venda, como alguns de seus concorrentes, mas na oferta de anúncios e custo por clique (CPC), o que coloca a empresa como competidora também de veículos de mídia na disputa pelo budget dos anunciantes.

"Muitos parceiros enxergam o Viajala não apenas como um canal de marketing de performance, mas também como um espaço para apresentar campanhas diferentes. como institucional, brand awareness, alta temporada e promoções específicas para uma audiência muito qualificada", explica Josian Chevallier, cofundador e diretor de desenvolvimento da Viajala.

Apesar de o mercado brasileiro ter fortes concorrentes no mercado de vendas de passagens e reservas online, além da maior complexidade, os fundadores acreditam na demanda interna e no diferencial do metabuscador.

"A demanda por passagens aéreas está crescendo de forma muito saudável no mercado latino-americano, apesar da crise. Isso se deve, em partes, pelo aumento da competição entre as empresas aéreas mais baratas, que transformam as viagens em algo mais acessível para o consumidor, que antes não conseguiria pagar", conta Luc Guilhamon, diretor de marketing e mídia.

No momento, metrópoles como São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre são os principais locais de partida dos usuários. Os destinos mais procurados variam entre grandes cidades do Nordeste -- Fortaleza e Recife -- e internacionais, como Lisboa, Roma e Paris.

A startup foi fundada em Medellín, na Colômbia, pelo francês Thomas Allier e pela engenheira Catalina Jaramillo. Em 2013, recebeu um aporte de US$ 40 mil em seed capital pelo programa Startup Chile. Após um período de incubação, recebeu outro aporte de US$ 500 mil do fundo Altabix.




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