Empresárias encontram boa oportunidade de negócio
06 de novembro de 2006 às 07:00
De uma microempresa, nos fundos de casa, até países como Estados Unidos e Venezuela. Esse foi o caminho percorrido pelas confecções de moda infantil produzidas na empresa curitibana ‘Trielo – Roupas de criança com cara de criança’, das empresárias e irmãs Sabrina Rispoli e Ana Isabel Rispoli. O trabalho realizado pelas duas é um exemplo típico de que a necessidade pessoal pode se transformar numa boa oportunidade de negócio.
Na busca de roupas infantis para seus filhos, as irmãs perceberam que havia uma lacuna nesse mercado. Elas constataram que as empresas existentes produziam peças inadequadas ao perfil infantil, ou seja, as crianças não se vestiam como crianças, e sim, como ‘miniadultos’. Diante desse quadro, juntou-se a carência do mercado com a habilidade de Sabrina para a costura. Assim, as irmãs resolveram investir no setor de moda infantil.
As duas com formação acadêmica em Administração de Empresas começaram a atuar no setor um pouco acanhadas, afinal elas não sabiam se a carência existente no mercado era por culpa do próprio mercado, ou se era a falta da existência de um público mais exigente. Assim, as irmãs criaram uma linha completa de roupas para crianças de zero a doze anos. “O nosso objetivo sempre foi o de resgatar a imagem de criança vestida de criança”, explica a empresária Ana Isabel.
O próximo passo das empresárias foi criar produtos com alto nível de qualidade A idéia era competir com produtos importados e roupas muito caras no mercado brasileiro. Depois de três anos trabalhando nos fundos da casa da mãe, o sucesso veio à tona. Elas conseguiram montar o Centro de Inteligência de Produção, espaço destinado à criação das peças, à logística, e ao controle de qualidade. Na empresa, o trabalho é dividido. Sabrina fica por conta da criação dos modelos e Isabel cuida da parte administrativa e comercial. Além de contarem com uma equipe de 13 funcionários.
Hoje, a empresa Trielo oferece uma coleção completa destinadas a crianças de zero a 12 anos, além de perfumes, sabonetes, kits, bichos de pelúcia e acessórios de decoração. Na empresa são produzidas quase quatro mil peças por mês. Elas são vendidas para todo o Brasil e também exportadas para a Venezuela e os Estados Unidos. Agora, as irmãs comemoram o crescimento de 60% ao ano na produção e a inauguração da primeira loja da marca em um tradicional Shopping Center de Curitiba.
Trabalho especializado
A Trielo faz parte de um universo de 600 empresas formais e informais do setor de confecção, existentes em Curitiba (PR), e de 52 empresas que participam do Programa de Competitividade para a Indústria de Curitiba, oferecido pelo Sebrae no Paraná e parceiros. O programa desenvolve ações para melhorar a competitividade das empresas nas áreas de mercado, gestão e tecnologia e prevê metas individuais, como aumento da lucratividade, e em grupo, que visa ampliar a lucratividade.
“Desde o começo buscamos ajuda junto ao Sebrae. Fizemos diversos cursos específicos e posteriormente ingressamos no programa de competitividade. Hoje estamos realizadas. Recentemente um turista americano que estava aqui em Curitiba adorou o nosso produto e demonstrou interesse em levar uma franquia nossa para Miami, nos Estados Unidos”, comemora Ana Isabel.
A história dessas empresárias e o trabalho que o Sebrae vem desenvolvendo com as outras empresas do setor em Curitiba (PR) será mostrado no programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios, da TV Globo, que vai ao ar às 7h30, deste domingo (5), com reapresentações no próprio domingo, às 10h05, pela Globo News; e pelo Canal Futura na segunda-feira (6), às 23h30; e na sexta-feira (10), às 00h30.
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