Cerca de 94% dos executivos de pequenas e médias empresas da América Latina são favoráveis à democracia, e consideram vitais os acordos comerciais para a prosperidade da região, segundo uma pesquisa divulgada hoje nos Estados Unidos.
Os diretores consultados disseram que a democracia é o "sistema de Governo ideal, apesar das restrições que se percebem", de acordo com o estudo Latin America Business Monitor (LABM), da companhia americana UPS.
A enquete ouviu 500 empresários de Brasil, Argentina, Costa Rica, México e República Dominicana.
Mais de 80% dos consultados consideram que os pactos comerciais entre os países da América Latina, ou com os Estados Unidos, são de importância fundamental para garantir a prosperidade.
A maioria dos executivos indagados espera um aumento no fluxo de bens e serviços, que depende em grande parte do sucesso dos acordos comerciais.
A respeito da globalização, 54% se disseram favoráveis, enquanto 46% acreditam que ela causa problemas.
Stephen Flowers, presidente da UPS Americas, disse que além dos resultados da LABM, onde 72% dos indagados afirmaram pretender aumentar suas relações comerciais com economias de maior escala como a China, cerca da metade dos consultados ainda mostram dúvidas sobre "os benefícios potenciais da globalização".
Jerry Haar, professor de administração de empresas e negócios internacionais na Universidade Internacional da Flórida (FIU), disse que a região avança na direção certa, apesar da grande controvérsia suscitada pelas últimas eleições políticas na América Latina.
"Os líderes das companhias latino-americanas reconhecem a necessidade de uma integração global e, portanto, pedem de parte das autoridades governamentais uma maior transparência e a inclusão no processo de elaboração de políticas".