Países em desenvolvimento são as grandes oportunidades para empresas de grande porte alavancarem seus negócios. Enquanto na década de 80 e 90 a maioria dos executivos expatriados recebia propostas de trabalho para a Europa, Estados Unidos e Canadá, hoje as melhores ofertas de emprego são para países emergentes da Ásia e África.
Poucos sabem, mas a política de atração para localidades mais complexas não se resume apenas a bons salários. Muitas empresas, para desbravar esses novos horizontes, têm de montar estruturas sólidas nesses países menos favorecidos para poder oferecer o mínimo necessário para seus funcionários.
Segundo a ARC Executive Talent Recruiting, ao desenvolver uma proposta de atração de profissionais para estes países, devem ser consideradas as condições de vida oferecidas no local e, se necessário, compensá-las. É preciso analisar as estruturas físicas, climáticas, políticas e sociais do local para, de alguma forma, suprir as necessidades dos funcionários.
Em regiões em que há problemas na área de educação, é necessária uma alternativa de educação à distância ou de uma escola de alto nível em outro país. Um fator crítico que pesa na definição do pacote de benefícios oferecidos ao executivo, são os serviços de saúde disponíveis no país. É preciso oferecer condições de possível remoção caso haja necessidade.
Se a contratação do executivo é para um país em conflito ou que esteja enfrentando um momento político ou social de transição, é importante oferecer uma impecável estrutura de segurança.
Em casos de expatriação para locais com possibilidade de desastres naturais, como terremotos e furações ou para locais em que a condição urbana de poluição da região seja considerada um fator de risco, é necessária uma avaliação criativa para resolver essa questão.