Empresas de todos os portes precisam se preparar para a era da globalidade

Entende-se globalidade como a característica de que, por menor que seja a alteração num sistema, essa alteração impacta todo o sistema.

As empresas de economias em rápido desenvolvimento estão remodelando a forma de fazer negócios por toda parte, conforme explicam Harold L.Sirkin, James W. Hemerling e Arindam K. Bhattacharya em seu novo livro, Globalidade: competindo com todos, de todas as partes e por tudo. Os autores, que são também consultores do Boston Consulting Group, dizem que a globalização entrou em uma nova fase.

Pelo modelo antigo, as multinacionais européias, americanas e japonesas espalhavam-se pelos países em desenvolvimento atraídas, sobretudo, pelos custos mais baixos das matérias-primas e da mão-de-obra. Na fase da globalidade, as empresas de economias em rápida expansão, como as do Brasil, Índia, China e Rússia, estão resolvidas a desafiar as gigantes multinacionais, e quase sempre em seu próprio território. Trata-se de “um contexto diferente, em que os negócios fluem em todas as direções. As empresas não têm mais um centro. A idéia de empresa estrangeira agora soa artificial”, observam os autores.

A tese central do livro é de que, na era da globalidade, as empresas desafiadoras competirão umas com as outras por tudo. “E, por tudo, queremos dizer exatamente isso: todos os recursos do planeta. Todos vão tentar se apoderar das mesmas coisas que todo o mundo quer, principalmente as que forem mais preciosas: matérias-primas, capital, conhecimento, capacidades e, sobretudo, pessoas: líderes, gerentes, trabalhadores, parceiros, colaboradores, fornecedores e, é claro, consumidores”, complementam.

Essa é a chance de tornar real a transformação global. Os autores recomendam diversas ações para empresas que queiram se transformar pensando em competir no contexto atual: avalie sua posição competitiva, mude de mentalidade, avalie seu pessoal, encare as oportunidades, defina seu modelo global futuro, incentive a criatividade e lidere a transformação.

Os autores propõem uma idéia bastante interessante: reconhecer e tomar posição diante da marcha célere das desafiadoras globais, em vez de ignorá-las. “A globalidade afetará a todos, em toda parte, ecoando em tudo”, dizem.



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