Empresas familiares devem investir em profissionalismo para progredir
30 de setembro de 2008 às 00:05
Da redação: www.administradores.com.br
Que as mulheres estão procurando ganhar mais espaço no mercado de trabalho isso é indiscutível. No entanto, a realidade ainda está longe de ser mudada. De acordo com a pesquisa “Sucessão e Governança Corporativa nas Empresas Familiares no Brasil”, realizada pelos especialistas e consultores em empresas familiares, Pedro Podboi Adachi e Eduardo Najjar, 54% das empresas, de um total de 100 consultadas, possuem diretoria exclusivamente composta por homens, enquanto apenas 3% das empresas têm toda a diretoria composta exclusivamente por mulheres.
Deixando a visão machista de lado, a pesquisa notou também que em 72% dos casos a totalidade da diretoria é composta exclusivamente por familiares, enquanto somente 3% declararam não ter a participação de nenhum familiar na gestão dos negócios.
Talvez seja essa visão patrimonialista a causa das grandes inconsistências da empresa familiar: o autoritarismo, o nepotismo, o uso da confiança pessoal, e não competência, para a escolha de colaboradores.
Uma das características marcante do empresário brasileiro é a falta de planejamento. Já que em 38% das empresas nas quais já ocorreu ao menos uma sucessão, a principal razão do processo sucessório foi o falecimento do fundador ou dirigente. Somado a isto, cerca de 70% das empresas analisadas não têm a definição de quem será o próximo sucessor. Sendo assim, a hora de passar o bastão fica indefinida e não planejada.
Para os pesquisadores, um dos maiores problemas enfrentados pelas empresas familiares é que elas não seguem, via de regra, os modelos tradicionais de gestão. A falta de profissionalização e planejamento dos futuros dirigentes quanto às peculiaridades da administração das empresas comprova os altos índices de companhias que não passam da segunda geração.
No entanto, as empresas familiares são de extrema relevância para a economia brasileira, pois elas representam mais de 80% do total de companhias nacionais e
respondem por até 70% do Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina.
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