Entidades empresariais são contrárias à CSS
30 de maio de 2008 às 00:01
Pequenas Empresas e Grandes Negócios
O presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas, Roque Pellizzaro Junior, criticou a proposta da base governista de criar a CSS (Contribuição Social para a Saúde), manobra para suprir a arrecadação perdida com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), informou o site InfoMoney.
Pellizzaro disse que, se a CSS for aprovada, as confederações empresariais irão questionar a constitucionalidade do tributo. Para ele, contribuições deste tipo retêm ao Estado um dinheiro que deveria estar em circulação na sociedade.
O maior prejudicado será o consumidor, disse. "O consumidor na ponta é o grande pagador, e não o empresário. Qualquer mudança na carga tributária altera o dia-a-dia do cidadão". As declarações foram feitas em audiência pública sobre a reforma tributária, nesta quarta-feira (28).
"A iniciativa [de criar a CSS] atropela a reforma tributária". As palavras são do presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf. Segundo ele, não há razões para a criação de um tributo nos moldes da CPMF, uma vez que o governo federal teve recorde de arrecadação no primeiro quadrimestre deste ano.
Conforme veiculou a Agência Câmara, Skaf defendeu a aprovação do Projeto de Lei Complementar 1/07, do Executivo, que limita os gastos de pessoal do governo federal ao valor do ano anterior, acrescido da inflação mais 1,5%. Para o presidente da entidade, isso reduziria os gastos para R$ 123 milhões em 2008, sendo que a expectativa do Estado para o período é de R$ 134 milhões.
Já a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) publicou uma nota oficializando opinião contrária à criação da contribuição em estudo.
"Sabemos que este imposto é algo completamente absurdo, uma vez que é um dos mais perversos instrumentos de cobrança de tributos já criados. Perverso porque quem mais vai pagar são os assalariados e as classes menos favorecidas, se não pagando diretamente, pagarão indiretamente, porque todos os produtos serão reajustados para cobrir este custo. Dependendo da cadeia produtiva, pode chegar a 3% de acréscimo nos preços", diz a nota, que também sublinha o papel de mau gastador do governo.
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