10 Jun (Reuters) – O tricampeão Sebastian Vettel comandou outros pilotos numa homenagem a um fiscal de pista morto ao ser atingido por um guindaste durante o GP do Canadá de Fórmula 1, no domingo. “O trabalho dos fiscais nem sempre é visto, mas é vital para o nosso esporte, e sem o compromisso, tempo e dedicação deles não haveria automobilismo”, disse nesta segunda-feira o alemão da Red Bull, vencedor da prova, em seu site. “Estou tristíssimo em saber dessa notícia, e meus pensamentos estão com sua família e amigos”, acrescentou. O fiscal, que não foi identificado, morreu no hospital em decorrência de ferimentos sofridos enquanto retirava a Sauber do piloto mexicano Esteban Gutiérrez, que se acidentou a sete voltas do final da corrida. “Minhas mais profundas condolências à família do fiscal que perdeu sua vida hoje, nossas orações por ele e sua família”, escreveu Gutiérrez no Twitter. Jenson Button, da McLaren, se disse “chocado e entristecido” pela morte do fiscal, a quem se referiu como “meu amigo”. O ferrarista Fernando Alonso, segundo colocado na prova, disse que “hoje não há nada a celebrar”, e também declarou estar “muito triste”. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) disse em nota que o funcionário deixou seu rádio cair e, ao tentar apanhá-lo, tropeçou e foi atingido pelo veículo de resgate. A última morte de um fiscal durante uma corrida havia acontecido no GP da Austrália de 2001, quando Graham Beveridge foi atingido por um pneu. O último piloto morto na pista foi o brasileiro Ayrton Senna, em 1994. Embora os ingressos para a categoria tragam um aviso de que o automobilismo é perigoso, o fato de a categoria ter passado mais de uma década sem registrar uma morte é um sinal da eterna busca por mais segurança na F1. Ainda que a morte do fiscal tenha sido aparentemente uma fatalidade, o uso das guindastes para a retirada dos veículos acidentados sempre causou preocupação, principalmente para os pilotos. Antes do incidente de domingo, o ex-piloto Martin Brundle, hoje comentarista de um canal britânico, disse que teria sido mais seguro deixar o carro onde estava do que se apressar em retirá-lo. Em 2003, no Brasil, o heptacampeão Michael Schumacher escapou por pouco de ter sua Ferrari atingida por um guindaste.