Estudo mostra como evolui a remuneração

A 5ª edição da Pesquisa de Remuneração Total (Strategic Compensation Survey), realizada pela Watson Wyatt no Brasil, acaba de ser divulgada e traz boas notícias, tais como que os salários bateram a inflação, os bônus por desempenho engordaram acima do previsto e que as mulheres ampliaram sua presença nos cargos de comando. Veja a seguir os principais resultados:

Aumentos x inflação

Nos 12 meses anteriores à pesquisa, os reajustes salariais coletivos concedidos pelas empresas foram, em média, de 4% e superiores aos índices de inflação. Nos últimos três anos, vivemos um período de estabilidade, com acordos coletivos sistematicamente superiores aos índices de inflação. No ano passado, foram observados ganhos salariais reais consistentes em todos os setores econômicos.

Evolução por nível hierárquico

Apesar de não terem seus salários reajustados pelos índices gerais de correção definidos em acordos coletivos, os vencimentos dos executivos continuaram subindo mais que os dos demais profissionais.

Enquanto os CEO/presidente tiveram um aumento médio de 8,5% na folha de pagamento, os profissionais receberam 2,8% a mais. Do mesmo modo, o aumento acumulado entre maio de 2004 a abril de 2007, foi de respectivamente 20,2% e 15,2%, acompanhando o INPC.

Para o próximo ano, as empresas estimam um crescimento de cerca de 6,3% nas suas folhas de pagamento (considerando acordos coletivos, méritos, enquadramentos e promoções), acompanhando um INPC previsto de 4%.

Tabelas salariais diferenciadas

Aplicável para cargos administrativos, operacionais e, em alguns casos, para o nível de supervisão, as maiores disparidades da tabela salarial continua concentrada nas regiões Norte e Nordeste. Quanto mais próximo da cidade de São Paulo, maior a semelhança salarial, e quanto mais distante, maior a disparidade. Considerando a cidade de São Paulo como base 100%, destacam-se os porcentuais médios de relatividade para o interior paulista (87%), Manaus (79%), Distrito Federal (94%) e Salvador/Camaçari (81%).

Remuneração variável

A grande maioria das empresas concede incentivos de curto prazo (bônus/PLR) para seus empregados com base no desempenho. De forma geral, o resultado foi positivo em todos os níveis de diretoria, especialmente nas empresas de capital nacional.

Com exceção do nível de gerência geral, os bônus reais ultrapassaram os valores previstos em política para alcance pleno das metas (target). Assim um CEO recebeu em média 12,8 em múltiplos de salário básico, enquanto sua meta era de 10,8.

Um comparativo entre o bônus real pago em 2006 e 2007 revela que os níveis de CEO e vice-presidência têm tido as maiores variações, fazendo com que muitos presidentes de subsidiária migrem para a vice-presidência de companhias nacionais. Para exemplificar, enquanto um CEO recebeu R$ 1,6 milhão e um vice-presidente R$ 513 mil, para um presidente de subsidiária o valor foi de R$ 346 mil.

Incentivos de Longo Prazo (ILP)

Ainda restritos aos níveis hierárquicos mais elevados, tais programas estão presentes em 32% das companhias, sendo 88% multinacionais. Se comparados os anos de 2006 e 2007, pode-se concluir que houve um acompanhamento do crescimento quanto ao número de empresas que adotam o Restricted Stock (33), mas a escolha dos Stock Options ainda predomina em 37 empresas. Já, o Bônus Diferido é utilizado por apenas oito empresas. Anualmente, um CEO recebe cerca de R$ 1,6 milhão, enquanto um gerente sênior, R$ 42 mil.

Um comparativo de ILP pagos no mesmo período revela que apenas os CEOs tiveram aumento, de 8,2 foi para 9,1 em múltiplos do salário básico. Houve uma extensão dos valores dos Stock Options quando comparados ao salário básico, devido à desvalorização do dólar. Assim, enquanto diretores com ILP tem uma remuneração básica média de R$ 32.673, a de um diretor sem ILP é de R$ 29.603. Somando-se a remuneração básica, mais os incentivos de curto e longo prazo e os benefícios, chega-se a uma remuneração total de R$ 58.549 (diretores sem ILP) em detrimento dos R$ 72.234 (diretores com ILP).

Reajustes salariais

Em níveis executivos, a remuneração básica por área apresenta os seguintes resultados: o setor de Vendas lidera o ranking com um aumento de 8,9% na folha de pagamento, seguido pelos segmentos jurídico (5,4%) e marketing (2,6%), este que no ano passado havia concedido o maior reajuste. Já para os não executivos, o destaque fica para o segmento de Pesquisas de Desenvolvimento, que teve um crescimento de 3% em relação ao ano passado.

Análise por gênero

A proporção de mulheres em níveis executivos aumentou dois pontos percentuais - de 16% foi para 18% - em relação a 2006, mas elas continuam ganhando, em média, 5% a menos que os homens.

Perspectivas para 2008

Considerando os impactos da Lei Sarbanes Oxley e outros fatores de influência, a Watson Wyatt aponta as seguintes perspectivas para o ano que vem:

- Acordos coletivos com 100% da inflação mais aumentos reais entre 1 a 2%, com teto limitador acima de R$ 5 mil;

- Bônus iguais ou ligeiramente superiores aos pagos em 2007 em função do aquecimento dos mercados local e global;

- Contínuo incremento da concessão de ILP, especialmente Stock Options entre as empresas de capital nacional; e

- Continuidade do processo de racionalização do pacote de benefícios visando a redução de custos e a melhoria da percepção dos colaboradores no que se refere à remuneração indireta por meio de comunicação interna.

Pesquisa

A pesquisa envolveu um amplo grupo de empresas, abrangendo mais de 114 mil profissionais distribuídos em 414 posições, de CEO ao menor cargo administrativo.

Com data-base de maio de 2007, a pesquisa trabalhou um universo de 153 empresas brasileiras e estrangeiras, de diferentes segmentos, como químico/petroquímico (19); bens de consumo (18); serviços de petróleo e gás (18); montadoras (17); farmacêutico (15); petróleo e derivados (14); energia elétrica (10); telecomunicações/alta tecnologia (10); autopeças (7); equipamentos elétricos e eletrônicos (7); mineração e metalurgia (4); equipamentos industriais (3); e fertilizantes (3).

Juntas, essas companhias empregam aproximadamente 500 mil funcionários e possuem um faturamento total superior a US$ 200 bilhões. A maioria delas (55%) tem sede em São Paulo, seguida pelo Rio de Janeiro (29%), Paraná (7%) e Rio Grande do Sul (5%), sendo que em 45% dos casos, o capital tem origem norte-americana.




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A economia mundial irá se recuperar em 2009?

Completamente.
Moderadamente.
A economia não irá se recuperar em 2009.





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