Também conhecidos como “amantes do improviso”, os brasileiros, em comparação a outras culturas mundiais, costumam não usar o planejamento como ferramenta no seu dia-a-dia. A maioria entende que o planejamento retira a espontaneidade e inibe a criatividade, deixando a pessoa rígida e fechada.
Os brasileiros têm o improviso como característica cultural marcante. No Brasil, grande parte das pessoas acredita que o ato de improvisar é uma virtude ou uma arte e credita o sucesso ao “jeitinho brasileiro” de ser e resolver os problemas. “Para essas culturas, a vida não tem graça se for planejada”, opina o diretor da Power Self, Jaime Wagner. “Creio que esses amantes do improviso pensam que o planejamento condiciona a pessoa a agir de um modo predeterminado. Não é o ato de planejar que nos fecha para as coisas e pessoas que surgem sem aviso, mas sim a nossa atitude básica em relação ao imprevisto”, ressalta.
De acordo com o diretor, planejar não é uma garantia de sucesso. Mas o fato de planejar aumenta a probabilidade de que a pessoa aja no sentido desejado e, por isso, aumenta a probabilidade do sucesso. Essa conduta pode ser aplicada tanto no ambiente pessoal quanto organizacional.
Duas atitudes inibem o planejamento. A primeira, legítima, é querer desfrutar aqui e agora ao invés de ficar pensando no futuro. A segunda, resulta de um engano. As pessoas pensam, erradamente, que planejar é sinônimo de prever. Mas não. Planejar não é prever o futuro, mas sim enunciar claramente o que se deseja e o que se espera (hoje) para o futuro. Em suma, planejar é reconhecer o que se quer (ou se precisa) e o que se pode (ou não) fazer.