Fecomercio: faturamento do varejo paulista registra alta de 8,6% em março

O comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo registrou aumento de 8,6% em seu faturamento real de março, na comparação com o mesmo período de 2006, o maior incremento verificado desde 2005.

Os dados, que fazem parte da PCCV (Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista), foram divulgados pela Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) nesta quinta-feira (03). No acumulado do ano, o incremento foi de 5,9%.

Alta oferta de crédito
Segundo a Fecomercio, o resultado de aquecimento das vendas se deu pela alta oferta de crédito para pessoas físicas, com volume superior a R$ 47,7 bilhões em março, o que representa incremento de 15% na comparação com fevereiro.

"Há um descompasso entre o aumento e melhoria da renda e do emprego, o que deve se refletir no aumento do endividamento e da inadimplência a médio prazo", disse o presidente da entidade Abram Szajman.

Resultado anual por setor
O resultado anual foi puxado, principalmente, pelo bom desempenho do segmento de veículos, cuja alta chegou a 25,9%, devido aos financiamentos mais longos e com menores taxas de juros, do setor de material de construção (17,1%), por causa do aquecimento das vendas pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), e do segmento de lojas de eletrônicos e eletrodomésticos (15%).

Além disso, as farmácias e perfumarias (14,5%), as lojas de vestuário, tecidos e calçados (4%), de móveis e decoração (12,5%) e de departamento (8,8%) também cresceram no período.

No sentido oposto, os supermercados e as lojas de autopeças e acessórios registraram queda nas vendas em março, frente ao mesmo mês de 2006, de 5,1% e 26,5% respectivamente.

A pesquisa
A PCCV é apurada mensalmente pela Fecomercio desde 1970. Os dados são coletados em 1.800 estabelecimentos comerciais da região metropolitana de São Paulo e visam acompanhar e avaliar o desempenho do comércio varejista.

As informações auxiliam o empresário varejista na realização de investimentos, na priorização de atividades, na identificação de tendências do consumidor e do mercado, ou seja, serve como uma baliza das atividades no curto prazo. Já para a indústria, os números auxiliam no planejamento da produção, das vendas e dos estoques.




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