Franquias

Mais comentada

''Comprei uma franquia! E agora?''

Apesar de ser um negócio bastante seguro, se comparado as iniciativas empreendedoras independentes, a evolução do indicador de mortalidade dos pontos de franquia preocupa

Luiz Muniz, Administradores.com,
iStock

A decisão pela compra de uma franquia é uma daquelas decisões que consideradas como divisor de águas na vida do empreendedor. Principalmente quando isso acontece pela primeira vez. Ao mesmo tempo que a euforia de constituir o próprio negócio e conseguir a liberdade financeira são as emoções que guiam essa tomada de decisão, existe também o receio daquela pergunta: E se não der certo?

E quando as taxas de desemprego estão em alta, como nos últimos 2 anos, a busca por abrir uma franquia segue a tendência. De acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF), em 2015, o número de unidades de franquias aumentou 10%, gerando 8,5% a mais de empregos, faturando 8,3% a mais, se comparado ao ano de 2014.

Evolução bastante significativa se levarmos em conta que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, que é a soma de todas as riquezas produzidas, no ano de 2015 caiu 3,8% se comparado com 2014. O pior resultado em 25 anos de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar de ser um negócio bastante seguro, se comparado as iniciativas empreendedoras independentes, a evolução do indicador de mortalidade dos pontos de franquia preocupa, conforme pesquisas de consultorias técnicas especializadas. Se em 2010 esse indicador ficava na casa dos 3%, em 2015 chegou a 6%, significando mais de 13 mil unidades fechadas.

Padrões de rentabilidade, regras de relacionamento, taxa de retorno e tempo ao empreendedor, investimento, mix definidos, receituário, enfim.... Uma série de fatores técnicos para mostrar a atratividade e convencer a quem guardou suas economias durante uma vida inteira opte por fazer esse investimento.

Mas se o mercado de franchising está em expansão e é estatisticamente seguro, porque o sonho de ter o próprio negócio tem se tornado um pesadelo? A crise? Não, não é a crise.

Há cerca de 200 anos, haviam três pilares que definiam o sucesso de um negócio: Mão de obra, terra e capital. Bastavam trabalhadores, um lugar físico e capacidade de investir. Era a regra de ouro. Aqui no Brasil, e no mundo, com a abertura dos mercados e quebra dos protecionismos existentes, as empresas que sobreviveram e cresceram, adicionaram mais um pilar aos três já mencionados: as empresas implantaram Gestão para Resultados. Gestão para Resultados é a capacidade da empresa organizar os recursos, incluindo pessoas, para extrair o máximo de resultado no menor espaço de tempo. Gestão para Resultados baseada em método e não apenas em bom senso, como há 200 anos.

O melhor de tudo é que Gestão para Resultados baseada em método é muito rápida de ser implantada e muito eficaz.

Ao comprar uma franquia, além dos dados técnicos específicos, o franqueado deve estar preparado para implantar a Gestão para Resultados ou então, o que seria mais adequado, a franqueadora deveria disponibilizar seu próprio modelo de Gestão para Resultados baseado em método, para garantir que os padrões operacionais sejam cumpridos por todos, que as anomalias sejam eliminadas no dia a dia, que exista planejamento e adequação das ações relacionadas a vendas e que as margens de lucro sejam alcançadas todos os dias.

Gestão para Resultados não é sistema de informática. É garantir que cada funcionário (dono ou empregado) de cada loja de cada franquia saiba como fazer para que seu faturamento e rentabilidade aumente e garanta o sucesso do negócio daqui em diante.

Luiz Muniz é fundador da Telos Resultados e ex-sócio da consultoria Falconi




Fique informado

Receba gratuitamente notícias sobre Administração