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Franquear ou abrir um coworking próprio? Descubra qual é o melhor modelo para o seu perfil

Existem muitas opções, mas é difícil decidir sem ter know how no segmento, e sempre há o medo de colocar tudo a perder

Redação, Administradores.com,

Muitas dúvidas surgem quando alguém decide abrir o próprio negócio. Existem muitas opções, mas é difícil decidir sem ter know how no segmento, e sempre há o medo de colocar tudo a perder. Nesses casos, ouvir a “voz da experiência” é fundamental.

"Montar um escritório compartilhado é um negócio como qualquer outro", diz Bruna Lofego, criadora do método “Como montar um coworking de sucesso”, CEO e fundadora da CWK Coworking. "Ele precisa de planejamento e de gestão. Se você não conhece o caminho das pedras, optar pela franquia, que dará o acompanhamento necessário inicialmente, pode ser interessante. Mas é preciso ter cautela, pois nem todos os empreendedores têm perfil para serem franqueados", avalia.

Segundo a especialista, caso o empreendedor tenha uma ideia muito inovadora para fazer o seu investimento, algo que não se enquadre em nenhum tipo de franquia disponível --o que geralmente é raro--, o ideal é contratar uma consultoria especializada. Com a experiência adquirida no segmento, Bruna também atua como coach para quem deseja investir em um escritório compartilhado.

Com base nas dúvidas mais frequentes que ouviu nos últimos anos, ela esclarece alguns pontos sobre o investimento em franquia de coworking.

Know-how

A padronização é um dos fundamentos da franquia. Uma unidade franqueada traz consigo know-how, manuais, treinamentos e regras. "O investidor que prefere fazer tudo do seu jeito e não liga para os padrões estabelecidos não tem perfil para optar por uma franquia", diz a especialista. "A franquia, inclusive, costuma apresentar restrições contratuais. O empreendedor precisa estar atento a isso", alerta.

Menor risco

Por ser um modelo já testado, a franquia muitas vezes tem mais chance de sucesso. No entanto, Bruna alerta que não há investimento sem risco. "O risco é reduzido, com certeza, mas o empresário precisa ter disciplina e fazer a sua parte na gestão do negócio."

Dependência

Os franqueados sempre estarão subordinados às normas dos franqueadores. Na franquia, por exemplo, o empresário não pode simplesmente vender a empresa quando quiser, e para quem quiser.

"O contrato precisa dar segurança para ambos os lados", analisa Bruna. "O empreendedor deve ter sempre em mente que está usando uma marca, e que outros empresários também a usam. Ela precisa ser preservada, para o bem de todos."

Lucro x despesas

Ter um modelo de negócios pronto e testado tem um preço. Normalmente, as franquias cobram taxas, como taxa de franquia, taxa de royalties e taxa de marketing. Estas duas últimas costumam ser mensais.

"O lado positivo é que o empresário que investe sozinho costuma gastar mais em divulgação e ter menor impacto", explica Bruna. "Além disso, as franquias costumam ter parcerias e conseguem negociar bons preços."

Apoio especializado

Quem começa sozinho tem muitas dúvidas e os erros são comuns, e alguns deles podem ser “fatais” para o empreendimento. Em momentos de dificuldade, um franqueado dispõe do suporte da franquia.

"Esse apoio especializado faz com que o coworking esteja maduro em alguns meses", diz. "Mas é preciso escolher uma franquia que seja responsável e não deixe o investidor na mão em situações de revés".




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