Fusão é fator que mais leva executivo a sair da empresa

Estudo da DBM - consultoria especializada em gestão do capital humano em momentos de transição - conclui que o fator que mais promove desligamento de executivos são os processos de reestruturação, fusões e aquisições, responsáveis por 54% dos casos registrados pela empresa no período de doze meses findo em abril de 2007.

O trabalho considera o movimento de gerentes, superintendentes, diretores, vice-presidentes e presidentes de companhias dos mais diversos portes no Brasil.

Em segundo lugar, aparecem os programas de redução de quadro, causa de 16% dos casos analisados pela DBM nos últimos doze meses. A terceira força que impele executivos e companhia a se desligarem é a ausência de 'química' entre o profissional e suas interfaces. Segundo o estudo, 10% dos desligamentos deve-se a problemas de relacionamento entre os times, ou seja, ausência de ´química'.

"As pessoas tratam como sendo normais os desligamentos motivados por ausência de quimica, mas trata-se de um custo muito elevado tanto para as empresas quanto para os profissionais perderem seus laços por conta de um item que poderia ser gerenciado", analisa Marcelo Cardoso, presidente da DBM Brasil e América Latina.

"As migrações causadas por reestruturações, fusões ou necessidade de corte são muitas vezes motivadas por fatores externos, que não podem ser administrados pela companhia", destaca. No caso da 'química', há possibilidade de monitorar melhor o relacionamento entre executivos e time para evitar perdas de talentos desnecessárias. Realmente é um luxo caríssimo deixar que ´química` seja uma barreira para a formação de melhores times", completa Cardoso. "Vale lembrar que é da diferença entre os perfis dos integrantes de um time que nasce um grupo capaz de dar resultados sustentáveis"

Estudo complementar da DBM aponta, não à toa, a elevação da demanda por profissionais que tenham entre suas competências a capacidade de estabelecer relações adultas e saudáveis e capacidade de persuasão e de criação de contratos psicológicos com seus times. "Muitas companhias, já vem sentindo a iminência de um apagão de talentos e, por isso, começam a atuar para minimizar o problema de relacionamento", aponta Cardoso.




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