O presidente da Gafisa, Wilson Amaral, disse ontem que o formato utilizado pela Tenda - cujo controle foi comprado pela Gafisa - de execução das obras dos empreendimentos por construtoras franqueadas será mantido, mas que haverá supervisão pela construtora da Gafisa. As vendas dos produtos da Tenda por meio de lojas também terão continuidade. "Acredito que o modelo da Tenda é vencedor para acessar a baixa renda. Não faríamos a operação para alterar um modelo que está funcionando bem", disse o executivo, em teleconferência com analistas e executivos.
A Gafisa anunciou na segunda-feira (dia 1º) que estava assumindo 60% das ações da Tenda, e que uniria as operações da Tenda e da Fit, seu braço nos imóveis populares. Ontem, Amaral afirmou que a intenção do negócio é modificar o mínimo possível o modelo adotado pela Tenda. Segundo ele, a Gafisa vai possibilitar que a nova companhia composta por Tenda e Fit fortaleça a administração, acelere a execução e a entrega das obras, tenha sólida posição de caixa, melhore o acesso ao capital, tenha potencial de aumento da liquidez e reavaliação das ações.
"A Tenda terá maior alcance geográfico e um dos maiores bancos de terreno para a baixa renda no Brasil", disse Amaral. O banco de terrenos da Tenda, que somava Valor Global de Vendas (VGV) potencial de R$ 7,6 bilhões em 30 de junho, passará para R$ 9,1 bilhões com o estoque de terrenos que a Fit possuía na mesma data.