Gestores de fundos de ações ativos revelam estratégias em tempos de volatilidade

Os fundos de ações denominados "Ibovespa Ativo" ou "IBrX Ativo" têm como meta entregar rentabilidades superiores aos seus índices de referência e, portanto, são opções de investimento para aqueles com disposição a se arriscar para ter ganhos superiores à média do mercado.

É claro que todo fundo de ação, exceto pelos indexados aos índices, buscam o máximo de retorno possível, contudo, os de caráter ativo têm a "obrigação" de performar acima da bolsa. Na definição da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento) este objetivo deve ser explícito.

Sendo assim, diante do atual quadro de perdas do Ibovespa, que já acumula desvalorização de cerca de 6% no ano (até o fechamento da quinta-feira), gestores consultados pela InfoMoney apontam em quais papéis estão investindo, tendo em vista o desafio de fazer as carteiras sob seus cuidados renderem acima dos principais índices da Bovespa.

Estratégias

Sem revelar quais ações compõem o portfólio dos fundos ativos do banco, Alexandre Silvério, superintendente de gestão do Santander, se atém a explicar os critérios de gestão. "Um fundo ativo costuma usar instrumentos derivativos para se defender de uma eventual baixa do índice, mas isso não é uma regra", explica o gestor.

"No momento, a volatilidade na bolsa está elevada, principalmente por causas externas", contextualiza Herculano Alves, superintendente de gestão do Bradesco. Sem definir em quais companhias está apostando, afirma: "Aqui acreditamos em commodities, minério de ferro e siderurgia".

Alves vai um pouco mais além e recomenda companhias que tem seus produtos ou serviços ajustados pela variação do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), que inseridas no atual cenário de aceleração de preços, estão mais protegidas de eventuais impactos de custos.

Gestão defensiva

Com um critério de gestão mais defensivo em períodos de turbulência nos mercados, Basílio Ramalho, gestor de renda variável do Unibanco, aposta em empresas do setor elétrico, que se encontram entre as que reajustam preços conforme o IGP-M. Ramalho também cita outros segmentos que podem sofrer menos caso a demanda interna esfrie, que são saúde, educação e alimentos, bens e serviços de necessidade primária.

"A Dasa (DASA3) e o Pão de Açúcar (PCAR4) são bons exemplos, uma vez que a população não deve deixar de consumir alimentos e nem de fazer exames laboratoriais se a inflação começar a afetar a renda real". Ao mesmo tempo, o investidor deve evitar as ações dos setores de consumo, construção civil e de bancos, aconselha Ramalho.


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