Graças a desvalorização do iene e queda do petróleo, Nikkei encerra em alta

O índice Nikkei fechou em alta nesta segunda-feira (11), liderado por exportadoras e fabricantes de pneus.

Em contrapartida, a bolsa de Hong Kong encerrou com variação negativa, enquanto a bolsa da China caiu, afetada pelo pessimismo gerado após os preços aos produtores subirem 10% em julho.

Commodities beneficiam Tóquio
Perante a queda de 3,8% do barril de petróleo brent em Londres, os papéis das fabricantes de pneus Sumitomo Rubber e Toyo Tire & Rubber dispararam 6,4% e 6,2%, respectivamente.

De acordo com a Associação dos Manufatureiros de Borracha, são necessários cerca de sete galões de óleo bruto para a produção de um pneu automobilístico, o que justifica a correlação negativa entre a cotação do hidrocarboneto e os ativos deste setor.

Iene fraco, receita forte

Refletindo a desvalorização do iene frente ao dólar, as ações da Fuji Heavy - produtora dos automóveis da Subaru - subiram 6,9%, enquanto as da Nissan avançaram 4,3%. A depreciação da divisa nipônica proporciona um horizonte de maiores rendimentos às companhias que obtêm receitas oriundas do exterior.

Neste cenário, as líderes de mercado do setor automobilístico também se beneficiaram da depreciação da divisa nipônica, através da valorização dos papéis de Toyota e Honda, que registraram fortes altas de 4,6% e 4%, respectivamente.

Xangai preocupa

Os preços aos produtores subiram 10% em julho, alimentando a especulação dos investidores de que a inflação crescente culminará em novas medidas a serem tomadas pelo People's Bank of China para frear o consumo, contraindo o crédito através da elevação da taxa de depósito compulsório.

Adicionalmente, dilatando o pessimismo em Xangai, o Goldman Sachs indicou que as restrições tomadas pelo Estado à construção civil, fábricas, automóveis e mineradoras, visando diminuir o trânsito e a poluição na capital chinesa durante os Jogos Olímpicos de Pequim, possuirão impactos negativos na produção do país no curto prazo, tendo em vista que 26% de tudo que é fabricado na China é originário de Xangai e de suas províncias vizinhas.

Neste panorama desfavorável, os papéis da corretora de títulos Citic Securities despencaram 8,6%, enquanto os da siderúrgica Aluminum, conhecida também como Chalco, caíram ao limite diário de 10%. Semelhantemente, os ativos das produtoras de carvão Shenhua e Yanzhou desvalorizaram-se em 2,6% e 10%, respectivamente.

Confira as cotações

O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, encerrou o pregão em alta de 1,99%, chegando a 13.431 pontos e, com isso, o acumulado no ano aponta para forte baixa de 12,26%.

Já o índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, apresentou leve queda de 0,12%, enquanto o índice Shangai Composite, da Bolsa de Xangai, despencou 5,21%.


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