Quando se fala em consumo, pessoas que vivem sozinhas são mais exigentes: 80% buscam os melhores preços. A aquisição de produtos mais caros só ocorre se isso significar maior durabilidade, aponta estudo conduzido pela Market Analysis.
Pagar mais em troca de conforto ou praticidade é uma característica inerente aqueles que moram com suas famílias e precisam otimizar o tempo para cuidar do lar, segundo a pesquisa.
Hábitos menos saudáveis
Outro aspecto destacado é que esses moradores possuem hábitos menos saudáveis: 36% dos entrevistados disseram comer constantemente em fast food, além de consumir bebidas alcoólicas (45%) e ingerir doces e chocolates (66%).
Entretanto, eles não se sentem responsáveis por uma boa alimentação, mas atribuem a responsabilidade pela segurança alimentar aos fabricantes dos produtos.
Quanto a fazer suas refeições em casa ou fora, 42% afirmam passear em bares e restaurantes, porcentagem duas vezes maior que a registrada na população geral.
A atividade relacionada a lazer mais citada pelo grupo foi compras (41%). Já o tempo diário gasto em casa com internet e televisão ficou em segundo plano.
No foco das empresas
O número de brasileiros que moram sozinhos dobrou na última década e já atinge a marca de 6 milhões. A estimativa é que, até 2016, essa quantidade chegue a 12 milhões.
De olho nesse público, as empresas já se preparam para atender às suas necessidades ao criar estabelecimentos baseados no seu perfil. Os moradores solitários são responsáveis por 40% do consumo de produtos embalados individualmente e preferem fazer compras em um único lugar que tenha produtos de diferentes segmentos.
A pesquisa foi realizada em uma amostra de 1.006 consumidores adultos, entre 18 e 69 anos, representando a população das oito principais capitais do País (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador e Brasília).