Idade e escolaridade: conheça o perfil da executiva brasileira

A maioria delas tem idade entre 40 e 44 anos, está de um a três anos no cargo, possui até dez subordinados, tem curso superior completo e é casada e tem filhos menores de 18 anos. Esse é o perfil da executiva brasileira, segundo pesquisa realizada pela consultoria de contratação, gestão e desenvolvimento de equipes Caliper.

De acordo com o presidente da consultoria no Brasil, José Geraldo Recchia, o que se percebe é que as mulheres estão estudando cada vez mais que os colegas do sexo masculino. "Tudo isso tem relação com o fato de elas terem que mostrar mais competência do que os homens. Para se ter uma noção, 36% já possuem mestrado ou doutorado", afirmou.

A pesquisa foi realizada em parceria com a HSM, com 66 mulheres que ocupam cargos de presidência, vice-presidência e diretoria, e apresentada durante a ExpoManagement 2007.

Vida pessoal
O estudo concluiu, ainda, que as profissionais, mesmo chegando à liderança, estão constituindo família. "Esse fato quebra o paradigma de que para a mulher ascender na carreira deve abrir mão da vida pessoal", disse Recchia.

Os dados mostraram que 65% das executivas são casadas e 39% moram com o marido e com o filho menor de 18 anos. Outras 19% vivem sozinhas e somente 9% com os pais. "Nas mulheres, existe uma necessidade de buscar equilíbrio entre vida pessoal e profissional, e essa também é uma chave para o sucesso.

Quanto às pessoas que mais lhe influenciaram na carreira, as mulheres falaram que, em primeiro lugar, está o pai, com 31% das respostas. O superior foi indicado por 29% das executivas, e ninguém, por 21% delas.

Mercado de trabalho
A participação das mulheres no mercado de trabalho tem aumentado cada vez mais.

Em 2006, elas somavam 42,6 milhões. De 2004 para 2005, essa participação cresceu de 43,1% para 43,5%. Já de 2005 para 2006, o percentual passou para 43,7%, de acordo com a Pnad 2006 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Mas a pesquisa ainda mostra que existe um tratamento discriminatório com relação ao ingresso delas no mundo empresarial. Dentre as líderes analisadas, 42% responderam que o principal obstáculo para atingir o posto em que se encontram é o fato de terem que comprovar competências por causa do preconceito.


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