IGP-M tem variação nula na 1ª prévia de setembro, diz FGV

Os alimentos no atacado continuaram em queda, mas em ritmo menor, enquanto no varejo contribuíram para uma deflação, levando o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) a apresentar taxa de variação nula na primeira prévia de setembro.

Um mês antes, teve queda de 0,01%. As informações foram apresentadas nesta quarta-feira (10) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O indicador, usado na correção de tarifas de energia, contratos de prestação de serviços e de boa parte dos aluguéis, aumentou 8,35% no acumulado do ano e subiu 12,19% nos últimos 12 meses.

Nesta parcial, o Índice de Preços por Atacado (IPA), que representa 60% do índice geral, caiu 0,14%, seguindo baixa de 0,24% no primeiro decêndio de agosto. Os produtos agropecuários recuaram 2,26% após decréscimo de 2,91%. Os produtos industriais saíram de uma elevação de 0,82% no estudo inicial de agosto para 0,65% neste levantamento.

Dos três estágios de produção compreendidos pelo IPA, as Matérias-Primas Brutas e os Bens Finais verificaram declínio, de 1,50% e 0,30%, respectivamente, frente a uma diminuição de 2,79% e alta de 0,55% na primeira pesquisa de agosto.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do IGP-M, abandonou o avanço de 0,07% na parcial de agosto e marcou uma redução de 0,08% nesta medição. O grupo Alimentação, que foi de uma queda de 0,59% para um recuo de 1,02%, contribuiu especialmente para a inversão do rumo do indicador.

O Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), representativo de 10% do indicador total, subiu 1,17% no primeiro decêndio de setembro, menos do que o 1,40% apurado em leitura correspondente do mês passado. O índice relativo a Materiais e Serviços cresceu 1,99%, com leve modificação ante os 2% de um mês antes. O indicador referente à Mão-de-Obra verificou expansão de 0,23%, inferior ao 0,73% da prévia de agosto.

O primeiro decêndio do IGP-M de setembro compreendeu o intervalo entre os dias 21 e 31 do mês de agosto.


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