Impostômetro mostra que brasileiros já gastaram R$ 600 bilhões

O impostômetro, instalado pela Associação Comercial de São Paulo, que mostra a soma dos tributos federais, estaduais e municipais pagos no país, virou para R$ 600 bilhões na manhã deste sábado (2). No ano passado, esse número só foi atingido em setembro.

O brasileiro trabalha 145 dias do ano só para pagar imposto. O levantamento é da Fundação Getúlio Vargas. Os alimentos foram um dos itens que mais sofreram reajuste da carga.

Quando o consumidor compra um quilo de açúcar, por exemplo, paga 40% só de tributos. No macarrão o imposto é de 35%. No café é de 36%. Nos produtos de higiene, em um sabonete é de 42%. Nos produtos de limpeza, em um detergente é de 40%. Num carro popular, o Naco é de 27% e na gasolina é de 53%.

Quem vai ao supermercado nem sempre sabe que está levando essa mordida extra. “Eu não sei a porcentagem, mas é bem alta. É difícil trabalhar para pagar imposto”, reclamou a consumidora.

O professor da Fundação Getúlio Vargas, Fernando Zilveti, disse que o pobre paga 40% mais de tributos que o rico. “O Brasil tributa muito o consumo. E o consumo vai para aqueles produtos que o pobre compra, como o arroz, o feijão, o café, o açúcar. Nesses produtos é pago o imposto indireto. Quem ganha dinheiro mesmo não paga tanto imposto quanto quem consome. Esse é o problema do Brasil”, explicou.


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