Setor tenta driblar taxa de 90% de pirataria apostando em exportações e download de jogos, revela levantamento da Abragames.
Este ano, a produção de games no Brasil deve movimentar 87,5 milhões de reais, um crescimento de 16,6% em relação ao faturamento de 76,5 milhões de reais verificado em 2007, revela o mais novo levantamento da Abragames (Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos). O último levantamento era de maio de 2005.
A avaliação realizada recentemente com 32 empresas brasileiras que desenvolvem games no País, mostra que o Brasil representa apenas 0,16% do faturamento mundial de games eletrônicos. O grande vilão do setor é a pirataria, que representa cerca de 90% do mercado.
Para driblar o problema, o setor - em sua maioria formado por pequenas empresas, com faturamento máximo de 3 milhões de dólares ao ano - aposta nas exportações.
As exportações de games (softwares e serviços) devem saltar de 28,7% em 2007, para 43,3% este ano, de acordo com a projeção da Abragames. "Em 2006 foram iniciadas algumas ações para intensificar estas exportações porque identificamos esta como nossa principal oportunidade, já que estamos muito contaminados com a pirataria", observa André Penha, presidente da Abragames e gerente geral da Tectoy Digital.
A aposta no mercado externo foi iniciada em 2006 e conta o apoio de um programa de incentivo a exportações de softwares de jogos. O projeto é financiado pela APEX (Agência Brasileira de Promoção da Exportação e Investimentos) e co-gerenciado pelo SOFTEX. "A indústria de jogos tem um desafio duplo: aprender a crescer no mercado de jogos e a exportar, observa Penha.
Consoles, celulares e internet são os segmentos mais promissores no desenvolvimento de games no Brasil.