O IPC-C1 (O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1), calculado com base nas despesas de consumo das famílias com renda entre 1 e 2,5 salários mínimos mensais, registrou inflação de 0,66% em outubro, invertendo a deflação de 0,57% registrada em setembro. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
Segundo a FGV, esta foi a maior taxa para o IPC-C1 desde junho de 2008, quando o índice registrou inflação de 1,29%.
Entenda a diferença entre os principais índices de inflação
O índice acumulado em 12 meses até outubro ficou em 7,97%, enquanto no acumulado de 2008 a inflação medida pelo índice é de 6,36%.
Com o resultado, o IPC-C1 aponta que a inflação para a classe baixa está maior do que para a média da população. Em outubro o IPC-BR ficou em 0,47%, e acumula alta de 4,93% no ano e de 5,95% em doze meses.
A principal contribuição para a aceleração do IPC-C1 partiu do grupo Alimentação, cuja taxa passou de deflação de 1,65% em setembro para inflação de 1,01% em outubro. Também se elevaram em relação a setembro os grupos Vestuário (de 0,43% para 1,89%), Educação, Leitura e Recreação (de -1,03% para 0,20%), Saúde e Cuidados Pessoais (de -0,08% para 0,29%), Habitação (de 0,24% para 0,33%) e Transportes (de 0,00% para 0,01%).
A única classe de despesa que registrou recuo em outubro foi Despesas Diversas, que passou de 1,45% para 0,54%.